Polícia recolheu 16 cápsulas de munição no local do crime; irmão socorreu a vítima, que não resistiu
Roberto Álvarez Leguizamón, de 28 anos, foi morto a tiros na noite de sábado (10), em uma rua do bairro Defensores del Chaco, no município paraguaio de Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã. Os suspeitos são dois homens que estavam em uma motocicleta e fugiram após o ataque.
Conforme o relatório da polícia paraguaia, o crime ocorreu por volta das 21h10, na Rua Pablino Mendoza, esquina com a Rua 26, na região conhecida como Ciudad Nueva. A vítima, de nacionalidade paraguaia, morava no mesmo bairro onde foi assassinada e estava na direção de uma caminhonete Toyota Fortuner.
A polícia foi acionada após receber informações sobre disparos de arma de fogo na região. Equipes da 14ª Delegacia, com apoio de policiais da 7ª Delegacia, foram até o endereço e confirmaram a ocorrência.
Quando os agentes chegaram, Roberto já havia sido socorrido pelo irmão, Ramón Aurelio Leguizamón, de 23 anos, que o transportou no mesmo veículo que a vítima dirigia, até o centro médico Viva Vida. No entanto, Roberto chegou à unidade sem sinais vitais.
Durante a perícia no local do assassinato, os investigadores recolheram 16 cápsulas de munição deflagradas, possivelmente de calibre 9 milímetros. A quantidade de disparos que atingiram a vítima não foi informada.
O médico legista Lucas Riveros apontou como provável causa da morte choque hipovolêmico provocado por projétil de arma de fogo. A condição ocorre quando há perda intensa de sangue, comprometendo a circulação sanguínea.
Segundo o registro policial, Roberto possuía antecedentes por exposição a perigo no trânsito e descumprimento do dever de prestação de alimentos, ambos de 2025. O documento não aponta relação entre esses registros e o homicídio.
A promotora Reinalda Palacio acompanhou os procedimentos no local do crime e no hospital. Equipes dos departamentos paraguaios de Investigação de Fatos Puníveis, Homicídios e Criminalística também participaram das diligências.
Após a perícia, o corpo foi liberado para a companheira da vítima, Diana Marisa Vera. A caminhonete utilizada no socorro foi encaminhada à sede do Ministério Público paraguaio. Conforme o relatório, o veículo estava com uma placa sob suspeita de adulteração.
Até o registro da ocorrência, os dois suspeitos não haviam sido identificados. A motivação do assassinato também não foi esclarecida.
Fonte: Campograndenews
