{"id":9487,"date":"2025-12-07T19:31:28","date_gmt":"2025-12-07T23:31:28","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/?p=9487"},"modified":"2025-12-07T19:31:28","modified_gmt":"2025-12-07T23:31:28","slug":"stf-volta-a-julgar-marco-temporal-na-proxima-quarta-feira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/?p=9487","title":{"rendered":"STF volta a julgar marco temporal na pr\u00f3xima quarta-feira"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p><a class=\"\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/justica\/noticia\/2025-12\/stf-volta-julgar-marco-temporal-na-proxima-quarta-feira\"><br \/>\n                    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.jsdelivr.net\/gh\/sergiosdlima\/assets-ebc@1.0.0\/abr\/assets\/images\/logo-agenciabrasil.svg\" alt=\"Logo Ag\u00eancia Brasil\"><br \/>\n\t\t\t\t<\/a><\/p>\n<p><strong>O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia na pr\u00f3xima quarta-feira (10) um novo julgamento sobre a constitucionalidade do marco\u00a0temporal\u00a0para demarca\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas.<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1671109&#038;o=rss\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1671109&#038;o=rss\"><\/p>\n<p>Durante a sess\u00e3o, <strong>n\u00e3o haver\u00e1 vota\u00e7\u00e3o dos ministros<\/strong> sobre a quest\u00e3o<strong>. A Corte vai ouvir as sustenta\u00e7\u00f5es orais das partes envolvidas, e a data da vota\u00e7\u00e3o ser\u00e1 marcada posteriormente.<\/strong><\/p>\n<\/p>\n<h3>Not\u00edcias relacionadas:<\/h3>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2025-12\/indigenas-celebram-remarcacao-de-julgamento-do-marco-temporal\">Ind\u00edgenas celebram remarca\u00e7\u00e3o de julgamento do marco temporal.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/politica\/noticia\/2025-12\/apos-decisao-de-mendes-alcolumbre-fala-em-votar-pec-do-marco-temporal\">Ap\u00f3s decis\u00e3o de Mendes, Alcolumbre fala em votar PEC do Marco Temporal.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2025-10\/indigenas-fazem-ato-no-stf-e-defendem-derrubada-do-marco-temporal\">Ind\u00edgenas fazem ato no STF e defendem derrubada do marco temporal.<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Em 2023, <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/justica\/noticia\/2023-09\/por-9-votos-2-supremo-invalida-tese-do-marco-temporal\" target=\"_blank\">o STF considerou que o marco\u00a0temporal \u00e9 inconstitucional<\/a>. Al\u00e9m disso, o marco\u00a0foi barrado pelo presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, que <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/politica\/noticia\/2023-10\/lula-veta-tese-do-marco-temporal-em-lei-aprovada-pelo-congresso\" target=\"_blank\">vetou o projeto de lei<\/a> aprovado no Congresso que validou a regra. Contudo, os parlamentares <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/politica\/noticia\/2023-12\/congresso-derruba-veto-de-lula-e-mantem-marco-temporal-indigena\" target=\"_blank\">derrubaram o veto <\/a>de Lula.<\/p>\n<p>Dessa forma, <strong>voltou a prevalecer o entendimento de que os ind\u00edgenas somente t\u00eam direito \u00e0s terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, ou que estavam em disputa judicial na \u00e9poca.<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a vota\u00e7\u00e3o do veto presidencial, o PL, o PP e o Republicanos protocolaram no STF a\u00e7\u00f5es para manter a validade do projeto de lei que reconheceu a tese do marco\u00a0temporal.<\/p>\n<p>Por outro lado, entidades que representam os ind\u00edgenas e partidos governistas tamb\u00e9m recorreram ao Supremo para contestar novamente a constitucionalidade da tese.<\/p>\n<h2>Concilia\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Antes de retomar o julgamento, o STF realizou diversas audi\u00eancias de uma comiss\u00e3o de concilia\u00e7\u00e3o entre as partes envolvidas na quest\u00e3o. A concilia\u00e7\u00e3o foi convocada pelo ministro Gilmar Mendes, relator das a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de levar o caso para concilia\u00e7\u00e3o, Mendes negou pedido para suspender a delibera\u00e7\u00e3o do Congresso que validou o marco, decis\u00e3o que desagradou aos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Em agosto do ano passado, no in\u00edcio dos trabalhos da comiss\u00e3o, a Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas (Apib), principal entidade que atua na defesa dos ind\u00edgenas, decidiu <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/justica\/noticia\/2024-08\/apib-se-retira-de-audiencia-do-stf-sobre-marco-temporal\" target=\"_blank\">se retirar da concilia\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/p>\n<p>A associa\u00e7\u00e3o entendeu que n\u00e3o havia\u00a0paridade no debate.<\/p>\n<p>As audi\u00eancias foram mantidas sem a presen\u00e7a dos representantes dos ind\u00edgenas. Os trabalhos continuaram com representantes do Senado, C\u00e2mara dos Deputados, Minist\u00e9rio dos Povos Ind\u00edgenas (MPI), Funda\u00e7\u00e3o Nacional dos Povos Ind\u00edgenas (Funai) e de estados e munic\u00edpios.<\/p>\n<p>Em junho desde ano, a <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/justica\/noticia\/2025-06\/conciliacao-no-stf-mantem-marco-temporal-para-terras-indigenas\" target=\"_blank\">comiss\u00e3o finalizou os trabalhos<\/a> e aprovou a minuta de um anteprojeto que poder\u00e1 ser enviado ao Congresso Nacional ap\u00f3s o julgamento para sugerir altera\u00e7\u00f5es na Lei 14.701 de 2023, norma que, apesar de tratar direitos dos povos ind\u00edgenas, inseriu o marco\u00a0temporal\u00a0para as demarca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o do marco\u00a0temporal\u00a0n\u00e3o foi alterada porque \u00e9 uma das quest\u00f5es em que n\u00e3o houve consenso.<\/p>\n<p>A minuta trata de pontos consensuais que, em alguns casos, j\u00e1 constam na Lei 14.701\/2323 e foram explicitados, como permiss\u00e3o para turismo em \u00e1reas ind\u00edgenas, desde que seja autorizado pelos ind\u00edgenas, al\u00e9m da obrigatoriedade de participa\u00e7\u00e3o de estados e munic\u00edpios no processo de demarca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A minuta tamb\u00e9m prev\u00ea que o processo demarcat\u00f3rio, que \u00e9 realizado pela Funai, dever\u00e1 ser p\u00fablico, e os atos dever\u00e3o ser amplamente divulgados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia na pr\u00f3xima quarta-feira (10) um novo julgamento sobre a constitucionalidade do marco\u00a0temporal\u00a0para demarca\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas. 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