{"id":9469,"date":"2025-12-07T07:27:13","date_gmt":"2025-12-07T11:27:13","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/?p=9469"},"modified":"2025-12-07T07:27:13","modified_gmt":"2025-12-07T11:27:13","slug":"em-10-anos-607-dos-beneficiarios-conseguiram-deixar-o-bolsa-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/?p=9469","title":{"rendered":"Em 10 anos, 60,7% dos benefici\u00e1rios conseguiram deixar o Bolsa Fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p><a class=\"\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-12\/em-10-anos-607-dos-beneficiarios-conseguiram-deixar-o-bolsa-familia\"><br \/>\n                    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.jsdelivr.net\/gh\/sergiosdlima\/assets-ebc@1.0.0\/abr\/assets\/images\/logo-agenciabrasil.svg\" alt=\"Logo Ag\u00eancia Brasil\"><br \/>\n\t\t\t\t<\/a><\/p>\n<p><strong>De cada dez pessoas que recebiam o Bolsa Fam\u00edlia em 2014, seis conseguiram deixar o programa assistencial nos dez anos seguintes.<\/strong> A constata\u00e7\u00e3o faz parte do estudo <strong>Filhos do Bolsa Fam\u00edlia<\/strong>, divulgado nesta sexta-feira (5) pela <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/tags\/fgv\" target=\"_blank\">Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV)<\/a>, no Rio de Janeiro.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1671089&#038;o=rss\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1671089&#038;o=rss\"><\/p>\n<p>O levantamento feito em parceria com o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento e Assist\u00eancia Social, Fam\u00edlia e Combate \u00e0 Fome (MDS) mostra tamb\u00e9m que a <strong>maior taxa de sa\u00edda do programa \u00e9 dos que eram adolescentes em 2014<\/strong>.<\/p>\n<\/p>\n<h3>Not\u00edcias relacionadas:<\/h3>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/politica\/noticia\/2025-12\/lula-queda-da-pobreza-esta-ligada-menor-inflacao-e-maiores-salarios\">Lula: queda da pobreza est\u00e1 ligada \u00e0 menor infla\u00e7\u00e3o e maiores sal\u00e1rios.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-12\/mais-de-86-milhoes-deixam-pobreza-brasil-tem-melhor-nivel-desde-2012\">Mais de 8,6 milh\u00f5es deixam pobreza; Brasil tem melhor n\u00edvel desde 2012.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/politica\/noticia\/2025-11\/congresso-aprova-credito-de-r-42-bi-para-previdencia-e-bolsa-familia\">Congresso aprova cr\u00e9dito de R$ 42 bi para Previd\u00eancia e Bolsa Fam\u00edlia.<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Enquanto a taxa m\u00e9dia de sa\u00edda dos benefici\u00e1rios foi de 60,68%, entre os jovens de 15 a 17 anos de idade, a propor\u00e7\u00e3o chega a 71,25%<\/strong>. Ou seja, de cada dez, sete deixaram de precisar da transfer\u00eancia de renda nos dez anos seguintes.<\/p>\n<p>Em seguida, figura a faixa de 11 a 14 anos, com 68,80%. J\u00e1 entre as pessoas que tinham at\u00e9 4 anos de idade, a propor\u00e7\u00e3o das que deixam o programa no intervalo de uma d\u00e9cada foi de 41,26%.<\/p>\n<p>O p\u00fablico avaliado na pesquisa \u00e9 classificado como a \u201csegunda gera\u00e7\u00e3o\u201d do programa criado em 2003.<\/p>\n<h2>Mobilidade social<\/h2>\n<p>Autor do estudo, o professor de economia da FGV Valdemar Rodrigues de Pinho Neto classifica o Bolsa Fam\u00edlia n\u00e3o s\u00f3 como um al\u00edvio dos efeitos da pobreza imediata, mas tamb\u00e9m como forma de mobilidade social.<\/p>\n<p>Ele destaca a import\u00e2ncia das condicionalidades de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, como a obrigatoriedade de o respons\u00e1vel manter crian\u00e7as na escola, cobertura vacinal em dia e realiza\u00e7\u00e3o de exame pr\u00e9-natal.<\/p>\n<p>\u201cTransfer\u00eancia de renda e, ao mesmo tempo, viabilizar o fomento de capital humano desses jovens, para que no futuro, tendo oportunidades de trabalho, de empreendedorismo, eles consigam acessar o setor produtivo, ter melhores condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas e, de certa forma, viabilizar essa mobilidade\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>O pesquisador aponta que a sa\u00edda de pessoas do Bolsa Fam\u00edlia \u00e9 fator determinante para a continuidade da pol\u00edtica social.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cNo contexto de recursos escassos para o governo, saber que os filhos do Bolsa Fam\u00edlia n\u00e3o necessariamente estar\u00e3o presentes no programa no futuro, de certa forma, diz um pouco tamb\u00e9m a respeito da pr\u00f3pria sustentabilidade do programa.\u201d<\/p>\n<p>Valdemar Neto assinala que as pessoas que deixaram o Bolsa Fam\u00edlia n\u00e3o ficaram desprotegidas.<strong> No grupo dos que tinham 15 a 17 anos em 2014, 28,4% tinham v\u00ednculo formal de emprego dez anos depois; e mais da metade (52,67%) tinha deixado o Cadastro \u00danico (Cad\u00danico)<\/strong>, porta de entrada para programas sociais do governo, voltado \u00e0 popula\u00e7\u00e3o mais vulner\u00e1vel.<\/p>\n<p>A pesquisa buscou informa\u00e7\u00f5es do mercado de formal de trabalho por meio da <a href=\"https:\/\/www.rais.gov.br\/sitio\/index.jsf\" target=\"_blank\">Rela\u00e7\u00e3o Anual de Informa\u00e7\u00f5es Sociais (Rais)<\/a>, do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego, declara\u00e7\u00e3o anual obrigat\u00f3ria que as empresas enviam ao governo para registrar dados sobre trabalhadores.<\/p>\n<h2>Situa\u00e7\u00e3o ao redor<\/h2>\n<p>A pesquisa concluiu que o ambiente socioecon\u00f4mico no qual est\u00e3o inseridos os benefici\u00e1rios do Bolsa Fam\u00edlia influenciou a taxa de sa\u00edda do programa no per\u00edodo de 2014 a 2025.<\/p>\n<p>Entre outras constata\u00e7\u00f5es, o levantamento aponta que:<\/p>\n<ul>\n<li>Em \u00e1reas urbanas, a taxa de sa\u00edda de jovens de 6 a 17 anos (67%) supera a de regi\u00f5es rurais (55%);<\/li>\n<li>Jovens de 6 a 17 anos em fam\u00edlias na qual a pessoa de refer\u00eancia tem emprego com carteira t\u00eam taxa de sa\u00edda (79,40%) superior \u00e0 de quem trabalha sem carteira (57,51%) e por conta pr\u00f3pria (65,54%);<\/li>\n<li>Jovens de 6 a 17 anos em fam\u00edlias na qual a pessoa de refer\u00eancia tem ensino m\u00e9dio t\u00eam taxa de sa\u00edda (70%)\u00a0acima de quando a escolaridade \u00e9 apenas fundamental completo (65,31%).<\/li>\n<\/ul>\n<blockquote>\n<p>\u201cPais que t\u00eam mais acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o conseguem romper a pobreza que a gente chama de pobreza intergeracional. Ent\u00e3o, filhos de pais mais educados, obviamente, tamb\u00e9m conseguem sair mais do programa\u201d, avalia Neto.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Dif\u00edcil estudar com fome<\/h2>\n<p>O ministro do Desenvolvimento e Assist\u00eancia Social, Fam\u00edlia e Combate \u00e0 Fome, Wellington Dias, comemorou os n\u00fameros de sa\u00edda do programa e afirmou que \u201co Bolsa Fam\u00edlia n\u00e3o \u00e9 um fim, mas um come\u00e7o\u201d.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201c\u00c9 muito dif\u00edcil dar passos largos sem tirar da fome. \u00c9 dif\u00edcil estudar se n\u00e3o tirar da fome. \u00c9 dif\u00edcil trabalhar se n\u00e3o tirar da fome. Esse passo justifica os mais pobres no Or\u00e7amento\u201d, afirma.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Tend\u00eancia recente<\/h2>\n<p>O estudo da FGV traz dados do Novo Bolsa Fam\u00edlia, a vers\u00e3o atual do programa, iniciada em 2023.<\/p>\n<p><strong>Entre os benefici\u00e1rios observados no in\u00edcio de 2023, cerca de um ter\u00e7o (31,25%) j\u00e1 n\u00e3o estava mais no programa em outubro de 2025. Entre jovens de 15 a 17 anos, a sa\u00edda \u00e9 ainda mais elevada nos tr\u00eas anos: 42,59%<\/strong><\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo, a entrada mensal de fam\u00edlias no programa (359 mil em m\u00e9dia) fica abaixo da m\u00e9dia de sa\u00edda, 447 mil.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 oferece uma ideia do que a gente pode esperar na d\u00e9cada seguinte\u201d, aponta Valdemar Pinho Neto.<\/p>\n<p>\u201cAssim como a [taxa de sa\u00edda da] segunda gera\u00e7\u00e3o foi melhor que a da primeira, a terceira espera-se que seja melhor que a da segunda\u201d.<\/p>\n<p>A pesquisa da FGV foi divulgada na mesma semana em que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) revelou que mais de 8,6 milh\u00f5es de brasileiros <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-12\/mais-de-86-milhoes-deixam-pobreza-brasil-tem-melhor-nivel-desde-2012\" target=\"_blank\">deixaram a linha da pobreza<\/a> em 2024, reduzindo a propor\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o na pobreza para 23,1%, a menor j\u00e1 registrada desde 2012, quando come\u00e7ou a s\u00e9rie hist\u00f3rica do instituto.<\/p>\n<p>O mercado de trabalho aquecido e programas sociais foram apontados como motivos da redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de pobres.<\/p>\n<h2>Mecanismo de autonomia<\/h2>\n<p>O pesquisador Valdemar Pinho Neto enfatizou a import\u00e2ncia de duas caracter\u00edsticas da nova vers\u00e3o do programa.<\/p>\n<p>Um \u00e9 a regra de prote\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o tira automaticamente da lista de benefici\u00e1rio a pessoa que conseguiu emprego. H\u00e1 um per\u00edodo de adapta\u00e7\u00e3o e a garantia de que ela poder\u00e1 voltar a ser atendida, sem fila de espera, caso perca o emprego.<\/p>\n<p>O outro \u00e9 o Programa Acredita, que oferece microcr\u00e9dito para apoiar empreendedores de baixa renda.<\/p>\n<p>\u201cA ideia \u00e9 que a transi\u00e7\u00e3o do Bolsa Fam\u00edlia para o mercado de trabalho seja algo mais suave e n\u00e3o uma decis\u00e3o muito dr\u00e1stica na vida dos benefici\u00e1rios\u201d, salienta o professor.<\/p>\n<h2>Bolsa Fam\u00edlia<\/h2>\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/pt-br\/servicos\/receber-o-bolsa-familia\" target=\"_blank\">crit\u00e9rio inicial <\/a>para uma pessoa ser benefici\u00e1ria do Bolsa Fam\u00edlia \u00e9 ter renda mensal familiar de at\u00e9 R$ 218 por pessoa (quanto a fam\u00edlia ganha por m\u00eas, dividido pelo n\u00famero de pessoas).<\/p>\n<p>O benef\u00edcio base \u00e9 de R$ 600, que pode ser aumentado em casos de haver crian\u00e7a e gr\u00e1vida na fam\u00edlia, por exemplo. O\u00a0valor m\u00e9dio do benef\u00edcio est\u00e1 em R$ 683,28. Em novembro, o programa tinha 18,65 milh\u00f5es de fam\u00edlias e custava R$ 12,69 bilh\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De cada dez pessoas que recebiam o Bolsa Fam\u00edlia em 2014, seis conseguiram deixar o programa assistencial nos dez anos seguintes. A constata\u00e7\u00e3o faz parte do estudo Filhos do Bolsa Fam\u00edlia, divulgado nesta sexta-feira (5) pela Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro. 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