{"id":8037,"date":"2025-11-17T20:37:01","date_gmt":"2025-11-18T00:37:01","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/?p=8037"},"modified":"2025-11-17T20:37:01","modified_gmt":"2025-11-18T00:37:01","slug":"metade-dos-envolvidos-com-trafico-de-drogas-nao-chega-ao-ensino-medio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/?p=8037","title":{"rendered":"Metade dos envolvidos com tr\u00e1fico de drogas n\u00e3o chega ao ensino m\u00e9dio"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p><a class=\"\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/educacao\/noticia\/2025-11\/metade-dos-envolvidos-com-trafico-de-drogas-nao-chega-ao-ensino-medio\"><br \/>\n                    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.jsdelivr.net\/gh\/sergiosdlima\/assets-ebc@1.0.0\/abr\/assets\/images\/logo-agenciabrasil.svg\" alt=\"Logo Ag\u00eancia Brasil\"><br \/>\n\t\t\t\t<\/a><\/p>\n<p>A conclus\u00e3o do ensino m\u00e9dio \u00e9 a uma realidade para somente\u00a0dois em cada dez entrevistados em um\u00a0estudo divulgado nesta segunda-feira (17) com respostas de\u00a0quase 4 mil pessoas envolvidas com o tr\u00e1fico de drogas. <strong>Para mais que a metade, a frequ\u00eancia escolar termina antes do ensino m\u00e9dio.<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1668336&#038;o=rss\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1668336&#038;o=rss\"><\/p>\n<p>A baixa escolaridade declarada pelos entrevistados \u00e9 um dos pontos que mais chama a aten\u00e7\u00e3o na\u00a0pesquisa Raio-X da Vida Real, realizada pelo Instituto Data Favela, da Central \u00danica das Favelas (Cufa).<\/p>\n<\/p>\n<h3>Not\u00edcias relacionadas:<\/h3>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2025-11\/pesquisa-aponta-que-maioria-de-envolvidos-gostaria-de-sair-do-trafico\">Quase 60% sairiam do tr\u00e1fico caso tivessem renda, aponta pesquisa.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2025-11\/protecao-de-adolescentes-desafia-conselhos-tutelares-apos-megaoperacao\">Prote\u00e7\u00e3o de adolescentes desafia conselhos tutelares ap\u00f3s megaopera\u00e7\u00e3o.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/justica\/noticia\/2025-11\/chefes-do-comando-vermelho-sao-transferidos-para-presidios-federais\">Chefes do Comando Vermelho s\u00e3o transferidos para pres\u00eddios federais.<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2025-11\/pesquisa-aponta-que-maioria-de-envolvidos-gostaria-de-sair-do-trafico\">>> Leia tamb\u00e9m:\u00a0Quase 60% sairiam do tr\u00e1fico caso tivessem renda, aponta pesquisa<\/a><\/p>\n<p>O estudo\u00a0analisou as respostas de 3.954 pessoas envolvidas com o tr\u00e1fico de drogas. As\u00a0entrevistas foram feitas pessoalmente, nos locais de atividade criminosa, no per\u00edodo entre 15 de agosto de 2025 e 20 de setembro de 2025, em favelas de 23 estados brasileiros.<\/p>\n<p><strong>N\u00edvel de escolaridade declarado pelos entrevistados:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Ensino m\u00e9dio completo: 22%;<\/li>\n<li>Ensino m\u00e9dio incompleto: 16%;<\/li>\n<li>Ensino fundamental completo: 13%;<\/li>\n<li>Ensino fundamental incompleto: 35%;<\/li>\n<li>Sem instru\u00e7\u00e3o: 7%.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>O question\u00e1rio trazia ainda a pergunta &#8220;Olhando para tr\u00e1s na sua vida, o que voc\u00ea teria feito de diferente?&#8221;, e 41% relataram que teriam estudado ou se formado formado.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cAl\u00e9m da import\u00e2ncia da renda e de programas de empregabilidade dessas pessoas, elas reconhecem que o estudo teria sido o fator de mudan\u00e7a na sua vida. Elas teriam estudado mais e se formado no seu passado\u201d, ressaltou o copresidente Data Favela e presidente da Cufa Global, Marcus Vin\u00edcius Athaye.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u201cProgramas e incentivos trabalhistas precisam vir aliados \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o, principalmente, aliados aos t\u00e3o jovens que j\u00e1 se arrependem de n\u00e3o ter estudado\u201d, apontou ele durante entrevista coletiva em que os dados foram apresentados.<\/p>\n<p>Ainda no tema educa\u00e7\u00e3o, o curso de n\u00edvel superior que mais interessava aos entrevistados era Direito, que seria a escolha de 18% deles.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, 13% escolheriam Administra\u00e7\u00e3o;\u00a011%, Medicina\/Enfermagem; 11%, Engenharia\/ Arquitetura;\u00a0e 7%, Jornalismo\/Publicidade.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, a falta de acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e a oportunidades de qualidade no mercado de trabalho s\u00e3o causas para que entre 6 ou 7 em cada 10 dessas pessoas n\u00e3o consigam ganhar acima de dois sal\u00e1rios-m\u00ednimos de renda mensal.<\/p>\n<h2>Fam\u00edlias<\/h2>\n<p><strong>Sobre os arranjos familiares, 35% dos entrevistados declararam que foram criados em fam\u00edlias tradicionais<\/strong>, e 38%, em fam\u00edlias monoparentais \u2500 das quais 79% s\u00e3o lideradas pelas m\u00e3es, conforme constatam os n\u00fameros do Censo Demogr\u00e1fico IBGE 2022.<\/p>\n<p>A Pesquisa Raio-X da Vida Real identificou uma grande diversidade de modelos familiares baseados, especialmente, nas figuras femininas como as m\u00e3es, tias e av\u00f3s.<\/p>\n<p>Para os entrevistados, as pessoas mais importantes s\u00e3o a m\u00e3e (43%), os filhos (22%), a\u00a0av\u00f3 (7%) e\u00a0o pai (7%). Al\u00e9m disso, 4% contaram n\u00e3o ter ningu\u00e9m importante, e 6% n\u00e3o responderam.<\/p>\n<h2>Sonho de consumo<\/h2>\n<p><strong>Para\u00a028%, o maior sonho de consumo \u00e9 ter uma casa<\/strong>. Em seguida, aparece o grupo de 25% que gostaria de\u00a0comprar uma casa para a fam\u00edlia, o que mostrou a preocupa\u00e7\u00e3o dos entrevistados em ver a casa como ponto de seguran\u00e7a patrimonial da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Os que t\u00eam entre 22 e 26 anos s\u00e3o os que mais gostariam de comprar uma casa para a fam\u00edlia, com o percentual em 35%. A inten\u00e7\u00e3o cai para 27%, dos 27 aos 31 anos, e permanece at\u00e9 os maiores de 50 anos, com\u00a030%\u00a0preservando esse\u00a0mesmo desejo.<\/p>\n<p>A ceo do Data Favela, Cl\u00e9o Santana, disse que este sonho n\u00e3o \u00e9 diferente do que tem o brasileiro m\u00e9dio sem nenhum tipo de envolvimento com o universo do crime.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;O sonho da casa pr\u00f3pria, o desejo de ter onde se instalar e para onde voltar,\u00a0tamb\u00e9m \u00e9 o principal sonho das pessoas que est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de crime\u201d, destacou.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Sa\u00fade mental<\/h2>\n<p><strong>Outro fator que chama aten\u00e7\u00e3o na pesquisa s\u00e3o os problemas de sa\u00fade mental. Veja os mais frequentes:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Ins\u00f4nia: 39%;<\/li>\n<li>Ansiedade: 33%;<\/li>\n<li>Depress\u00e3o: 19%;<\/li>\n<li>Alcoolismo: 13%;<\/li>\n<li>Crises de p\u00e2nico: 9%.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Entre os que sofrem de ansiedade, 70% ganham at\u00e9 um sal\u00e1rio m\u00ednimo. Al\u00e9m disso, conforme aumenta o n\u00edvel de escolaridade,\u00a0o grau de ansiedade tamb\u00e9m sobe.<\/p>\n<p>\u201cA prova disso \u00e9 que 72% daqueles que iniciaram o ensino superior, mas n\u00e3o o conclu\u00edram, sofrem com ansiedade\u201d, indicou a pesquisa.\u00a0<\/p>\n<p>Al\u00e9m da quest\u00e3o econ\u00f4mica marcada pela baixa remunera\u00e7\u00e3o, o alcoolismo, as drogas e a viol\u00eancia dom\u00e9stica, apontados por 13% dos entrevistados, s\u00e3o\u00a0motivos para a entrada no crime, de acordo com a pesquisa.\u00a0<\/p>\n<p>Segundo a coordenadora de pesquisas do Data Favela, Bruna Hasclepildes, a pesquisa concluiu ainda que a vida no crime \u00e9 um reflexo da aus\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas e de desigualdades, que h\u00e1 d\u00e9cadas atravessam pessoas negras e favelas do Brasil. \u201cS\u00e3o estruturas que ainda se mant\u00eam\u201d, completou.<\/p>\n<p><strong>Bruna destacou ainda que, diante da pergunta\u00a0&#8220;Voc\u00ea\u00a0sente orgulho do que faz?&#8221;,\u00a068%\u00a0responderam\u00a0negativamente. <\/strong><\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 para desbancar mais uma vez o imagin\u00e1rio [de que gostam de se envolver com o crime]. Eles n\u00e3o sentem orgulho algum do que fazem. Essas pessoas n\u00e3o entram para este contexto porque querem, mas por necessidade\u201d, explicou. \u201cEles t\u00eam a consci\u00eancia de que exercem uma atividade que n\u00e3o \u00e9 legal\u201d<\/p>\n<h2>Problemas do Brasil<\/h2>\n<p>Ao identificarem os principais problemas do Brasil, os entrevistados apontaram, em primeiro lugar, a pobreza e as\u00a0desigualdades, opini\u00e3o de 42%, seguida pela corrup\u00e7\u00e3o, citada por 33%.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia foi citada por 11%, e a falta de acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 sa\u00fade, por 7% e 4%, respectivamente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A conclus\u00e3o do ensino m\u00e9dio \u00e9 a uma realidade para somente\u00a0dois em cada dez entrevistados em um\u00a0estudo divulgado nesta segunda-feira (17) com respostas de\u00a0quase 4 mil pessoas envolvidas com o tr\u00e1fico de drogas. 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