{"id":7579,"date":"2025-11-09T10:29:05","date_gmt":"2025-11-09T14:29:05","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/?p=7579"},"modified":"2025-11-09T10:29:05","modified_gmt":"2025-11-09T14:29:05","slug":"terra-pede-socorro-podcast-trata-crise-climatica-com-ficcao-e-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/?p=7579","title":{"rendered":"Terra pede socorro! Podcast trata crise clim\u00e1tica com fic\u00e7\u00e3o e ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>\u201cPaciente em choque, press\u00e3o nove por cinco, baixa satura\u00e7\u00e3o e arritmia.\u201d<br \/>\n\u00c9 assim, em clima de emerg\u00eancia, que come\u00e7a o primeiro epis\u00f3dio do podcast <em>S.O.S! Terra Chamando!,<\/em> uma co-produ\u00e7\u00e3o da<em> <\/em><strong>Empresa Brasil de Comunica\u00e7\u00e3o<\/strong> e da<strong> Casa de Oswaldo Cruz<\/strong> (Fiocruz).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1666532&#038;o=rss\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1666532&#038;o=rss\"><\/p>\n<p>Misturando fic\u00e7\u00e3o e realidade, o epis\u00f3dio \u201cTerra na UTI\u201d transforma o planeta em personagem: uma paciente de quatro bilh\u00f5es e meio de anos, em estado cr\u00edtico, atendida pelo fict\u00edcio Dr. Cruz. Enquanto tenta salvar a Terra, o m\u00e9dico enfrenta o diagn\u00f3stico simb\u00f3lico do nosso tempo: o Antropoceno \u2014 era marcada pela a\u00e7\u00e3o humana que tem levado o planeta ao colapso.<\/p>\n<p>O ouvinte \u00e9 levado a um passeio pela hist\u00f3ria geol\u00f3gica da Terra, da forma\u00e7\u00e3o do planeta \u00e0 atual crise clim\u00e1tica, passando pela origem da vida, pela \u201czona de habitabilidade\u201d e pela teoria de Gaia, que entende a Terra como um organismo vivo.<\/p>\n<p>Participam deste primeiro epis\u00f3dio nomes como Simone Daflon, do Observat\u00f3rio Nacional; Dominichi Miranda de S\u00e1, da Casa de Oswaldo Cruz; e Adriana Alves, do Instituto de Geoci\u00eancias da USP.\u00a0<\/p>\n<p>Ao longo da s\u00e9rie, a Terra vai conversar com seus pr\u00f3prios sintomas: aquecimento global, secas, enchentes, inc\u00eandios e perda da biodiversidade. E entre uma parada cardiorrespirat\u00f3ria e outra, o podcast convida o p\u00fablico a refletir sobre a sa\u00fade do planeta e o papel da humanidade nesta crise.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de conferir aqui na <strong>Radioag\u00eancia Nacional<\/strong>, o podcast est\u00e1 dispon\u00edvel nas principais plataformas de \u00e1udio.<\/p>\n<p>\ud83d\udc49 Ou\u00e7a agora e siga o podcast <em>S.O.S! Terra Chamando!,<\/em> no seu tocador favorito!\u00a0<\/p>\n<p>\ud83d\udcbb Em breve com interpreta\u00e7\u00e3o em Libras no canal da R\u00e1dio Nacional no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/playlist?list=PLYbMHLukL-AKOA-dp9dU8JvXhGTG1zZa1\" target=\"_blank\">YouTube<\/a>.<\/p>\n<p>\ud83d\udcac Voc\u00ea pode conferir, no menu abaixo, o roteiro base do epis\u00f3dio, a tradu\u00e7\u00e3o em Libras e ouvir o\u00a0podcast no Spotify, al\u00e9m de checar toda a equipe que fez esse conte\u00fado chegar at\u00e9 voc\u00ea.<\/p>\n<div class=\"accordion-container\"><button class=\"accordion\"><span>\u00a0Roteiro base do epis\u00f3dio<\/span><\/button><\/p>\n<div class=\"panel\">\n<p><strong>S.O.S! Terra Chamando! &#8211;\u00a0<\/strong>Ep1 &#8211; Terra na UTI<\/p>\n<p><strong>\u00a0\ud83c\udfb5Sobe som barulho hospital\ud83c\udfb5<\/strong><\/p>\n<p><em><strong>\u00a0Dr. Cruz (Pablo Aguiar):\u00a0\u00a0<\/strong>\u201cAbram espa\u00e7o, abram espa\u00e7o, por favor! Paciente em choque n\u00e3o hemorr\u00e1gico, desidratada, press\u00e3o arterial nove por cinco, baixa satura\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio. Em arritmia!<\/em><\/p>\n<p><strong>\ud83c\udfb5Sobe som barulho hospital\ud83c\udfb5<\/strong><\/p>\n<p><em><strong>\u00a0Dr. Cruz:<\/strong>\u00a0Senhora, eu sou o Dr. Cruz e vou acompanh\u00e1-la a partir de agora! Teremos que transferi-la para a UTI, ok? Mas, antes preciso que me responda a algumas perguntas.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<strong>Terra (Kailane Vin\u00edcio):<\/strong>\u00a0UTI, Dr? Tem certeza? Estou morrendo?<\/em><\/p>\n<p><em><strong>\u00a0Dr. Cruz:\u00a0<\/strong>Vamos fazer tudo para que a senhora fique bem!! Me diga: como se chama? Qual sua idade? E h\u00e1 quanto tempo tem sentido esses sintomas?<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Terra:\u00a0<\/strong>Me chamo Terra, tenho 4 bilh\u00f5es e meio de anos, moro no sistema solar, vizinha de V\u00eanus e de Marte, o Dr. conhece?\u00a0Bem, eu tenho me sentido assim, desde que a humanidade passou aaa\u00a0\u2026..<\/em><\/p>\n<p><strong>\ud83c\udfb5Sobe som\u00a0\ud83c\udfb5<\/strong><\/p>\n<p><em><strong>Dr. Cruz:<\/strong>\u00a0 Aten\u00e7\u00e3o, equipe de emerg\u00eancia! Paciente em parada cardiorrespirat\u00f3ria. Manobras de reanima\u00e7\u00e3o! No 3, valendo! Um, dois, tr\u00eas&#8230;<\/em><\/p>\n<p><strong>\ud83c\udfb5Sobe som\u00a0\ud83c\udfb5<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\ud83c\udfb5Vinheta de apresenta\u00e7\u00e3o do podcast S.O.S! Terra Chamando!\u00a0\ud83c\udfb5<\/strong><\/p>\n<p><strong>Adrielen Alves:\u00a0 <\/strong>Que cena dram\u00e1tica da Terra, na voz de Kailane Vin\u00edcio, sendo transferida para a UTI. A Terra est\u00e1 aos cuidados do Dr. Cruz, que se apressa em dar uma nova chance \u00e0 Terra.<\/p>\n<p><em><strong>Dr. Cruz: <\/strong>\u00a0Vamos fazer 8 mg de noradrenalina, eletro urgente, al\u00e9m de gasometria, hemograma e glicemia.<\/em><\/p>\n<p><strong>Adrielen:<\/strong>\u00a0Mas, apesar dos esfor\u00e7os, o Dr. Cruz sabe que a situa\u00e7\u00e3o da Terra \u00e9 grave! Muito grave!<\/p>\n<p><strong>\ud83c\udfb5Sobe som ritmado<\/strong><strong>\ud83c\udfb5<\/strong><\/p>\n<p><strong>Adirielen:<\/strong> Eu sou Adrielen Alves, jornalista de ci\u00eancia. Este \u00e9 o epis\u00f3dio um da primeira temporada do podcast: <strong>S.O.S! Terra Chamando!<\/strong> &#8211; Uma parceria da <strong>Empresa Brasil de Comunica\u00e7\u00e3o<\/strong> e da <strong>Casa de Oswaldo Cruz.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\ud83c\udfb5Sobe som trilha\ud83c\udfb5<\/strong><\/p>\n<p><strong>Adrielen:<\/strong> A Terra, esta jovem senhora, de\u00a0(abre aspas) quatro bilh\u00f5es e meio de anos, est\u00e1 na Unidade de Terapia Intensiva, com sintomas t\u00edpicos de quem est\u00e1 intoxicada, ou envenenada, ou sob forte rea\u00e7\u00e3o a um agente estranho. Agente estranho?!?<\/p>\n<p><em><strong>Dr. Cruz:<\/strong> Seria um parasita a causar tantos danos?<\/em><\/p>\n<p><strong>Adrielen:<\/strong> A Terra, nossa personagem principal nesta mistura de fic\u00e7\u00e3o e realidade, est\u00e1 doente: em franco aquecimento, com secas e cheias hist\u00f3ricas, inc\u00eandios e perda da biodiversidade.<\/p>\n<p><em><strong>Terra:<\/strong> A sensa\u00e7\u00e3o que tenho \u00e9 da temperatura subindo. \u00c0s vezes seca, \u00e0s vezes encharcada. Me sinto em colapso. Morrendo por dentro!!<\/em><\/p>\n<p><strong>Adrielen:<\/strong> E neste nosso metaverso cheio de prosopopeia (ela mesma, a figura de linguagem!), a Terra ser\u00e1 ora essa personagem que tem voz e sentimentos, ora ser\u00e1 apenas o planeta.\u00a0Isso mesmo. \u201cO\u201d (entre aspas) planeta &#8211; O \u00fanico com vida em abund\u00e2ncia. O \u00fanico com vida. Ponto.<\/p>\n<p><strong>Adrielen:<\/strong> Terra. De origem germ\u00e2nica. O nome, dado a este corpo celeste rochoso h\u00e1 mil anos, colou! Mas, Terra tamb\u00e9m era a deusa \u2018\u2019Gaia\u2019\u2019, para os gregos, ou \u2018\u2019Telo\u2019\u2019, para os romanos.<\/p>\n<p>Terra, significa solo &#8211; que, com a velha e boa licen\u00e7a po\u00e9tica, a gente pode dizer \u201csolo\u201d para al\u00e9m do lugar onde pisamos, al\u00e9m da crosta terrestre.<\/p>\n<p>Solo, porque \u00e9 \u00fanica. Especial. Diferente, at\u00e9 onde sabemos, de todos os outros incont\u00e1veis planetas do universo. Este errante, que \u00e9 como os gregos se referiam aos planetas, segue carreira solo pela nossa gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea. E \u00e9 nele que temos uma combina\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria que favorece a vida.<\/p>\n<p>\u00a0Pra come\u00e7ar, estamos a uma dist\u00e2ncia \u2018\u2019perfeita\u2019\u2019 da nossa estrela &#8211; o Sol. \u201cAo ponto\u2019\u2019 para radia\u00e7\u00e3o, temperatura e \u00e1gua. E \u00e1gua em estado l\u00edquido!! E voc\u00ea j\u00e1 deve ter ouvido aquele ditado, onde tem \u00e1gua, tem vida! Quem est\u00e1 com a gente agora \u00e9 a Simone Daflon, ela est\u00e1 a frente da coordena\u00e7\u00e3o de astronomia do Observat\u00f3rio Nacional do Rio de Janeiro. Vamos Ouvir:<\/p>\n<p><strong>\u00a0Simone Daflon:<\/strong> Ent\u00e3o, tem uma coisa que \u00e9 a zona de habitabilidade de um sistema planet\u00e1rio. Zona de habitabilidade \u00e9 o seguinte, \u00e9 uma faixa em torno da estrela central em que voc\u00ea pode ter \u00e1gua no estado l\u00edquido. Porque a \u00e1gua \u00e9 um dos ingredientes fundamentais para o desenvolvimento da vida, como a gente conhece. Tudo isso que a gente est\u00e1 falando sempre \u00e9 a vida como a gente conhece, que \u00e9 s\u00f3 o que a gente sabe tamb\u00e9m, onde a gente pode separar. Ent\u00e3o, se um planeta que est\u00e1 formado muito perto da estrela, antes dessa faixa de habitabilidade, dessa zona de habitabilidade, vai ser muito quente, a \u00e1gua vai evaporar. Ent\u00e3o a gente n\u00e3o vai ter \u00e1gua na forma l\u00edquida. Um planeta que esteja muito afastado, esteja depois dessa zona de habitabilidade, a \u00e1gua vai estar congelada, vai estar na forma de gelo, ent\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o vai permitir que a vida se desenvolva. Ent\u00e3o, voc\u00ea tem que ter um planeta que tenha um tamanho razo\u00e1vel que se encontre nessa faixa de dist\u00e2ncia em torno da estrela, e essa zona de habitabilidade ela varia de acordo com a estrela. Ent\u00e3o, uma estrela muito quente, a zona de habitabilidade, \u00e9 mais distante dela. Porque ela emite muita radia\u00e7\u00e3o quanto mais perto da estrela, a\u00ed que voc\u00ea evapora mesmo toda a \u00e1gua e tal, mas distante, e uma estrela muito pequena, a zona de habitabilidade \u00e9 mais pr\u00f3xima da estrela.\u2019\u2019<\/p>\n<p><strong>Adrielen:<\/strong> Ela faz parte de um grupo de cientistas, estudantes e amadores engajados em dar a real \u201cpra geral\u201d. Ele \u00e9 chamado Astr\u00f4nomos pelo Planeta Terra.<\/p>\n<p><em><strong>Terra: <\/strong>Gente, acorda! Eu, Terra, sou a \u00fanica chance de voc\u00eas!<\/em><\/p>\n<p><strong>Adrielen:\u00a0<\/strong>Pois \u00e9, a Simone Daflon concorda! Assim como outros quase dois mil astr\u00f4nomos de mais de 70 pa\u00edses que fazem parte do grupo. Esse\u00a0movimento que reconhece os esfor\u00e7os para encontrarmos novos mundos, mas chama a Astronomia, que \u00e9 a ci\u00eancia que estuda o universo, para olhar para dentro. Pra sua pr\u00f3pria casa! Pro nosso planeta!<\/p>\n<p><strong>\ud83c\udfb5Barulho de campainha\ud83c\udfb5<\/strong><\/p>\n<p><strong>Simone Daflon: <\/strong>Em 1991, foi o primeiro planeta descoberto fora do sistema solar. Ent\u00e3o foi a primeira vez que foi observado um planeta que n\u00e3o eram os 8 ou 9, agora 8 conhecidos aqui no nosso sistema solar. E de l\u00e1 para c\u00e1, usando t\u00e9cnicas diferentes, cada vez foram surgindo novos planetas. Voc\u00ea tem uma ideia agora, tem a gente tem praticamente. Tem 5.700 planetas mais ou menos conhecidos em torno de outras estrelas que n\u00e3o sejam o sol.. A gente at\u00e9 agora s\u00f3 encontrou 200 planetas parecidos com a Terra. Todos os outros s\u00e3o planetas parecidos com J\u00fapiter, ou parecidos com Netuno, que at\u00e9 onde a gente entende a vida, como a gente conhece, n\u00e3o seria poss\u00edvel a vida se desenvolver em planetas t\u00e3o grandes.\u00a0<\/p>\n<p><strong>\ud83c\udfb5Sobe som\ud83c\udfb5<\/strong><\/p>\n<p><strong>Adrielen:<\/strong> Uau, voc\u00ea deve estar dizendo? 200 planetas parecidos com a Terra? Sim. Mas, o \u00fanico com vida e onde podemos estar \u00e9 aqui. \u00c9 s\u00f3 o que temos. Ou se sabe. Ou, por enquanto, se sabe.<\/p>\n<p>\u00a0O que sabemos tamb\u00e9m \u00e9 que a Terra \u00e9 relativamente jovem, se considerarmos que o universo surgiu h\u00e1 pouco mais de 13 bilh\u00f5es de anos, segundo a teoria do Big-Bang. Esta teoria cosmol\u00f3gica \u00e9 considerada, at\u00e9 ent\u00e3o, uma das mais aceitas sobre a origem e expans\u00e3o do universo.<\/p>\n<p>\u00a0Bilh\u00f5es de anos mais tarde (e bota bilh\u00f5es nisso), vem a forma\u00e7\u00e3o do nosso sistema solar e da Terra, que \u00e9 rica em ferro, oxig\u00eanio, sil\u00edcio, entre outros elementos.<\/p>\n<p>Nesta evolu\u00e7\u00e3o, a Terra desenvolveu sistemas complexos e interligados.<\/p>\n<p><strong>\ud83c\udfb5Sobe som trilha\u00a0hist\u00f3ria da Terra\ud83c\udfb5<\/strong><\/p>\n<p><strong>Adrielen:<\/strong>\u00a0Chegou a hora de um breve passeio pela hist\u00f3ria do planeta! Partiu?<\/p>\n<p>\u00a0Pay attention! Ou fait-attention! No bom e velho portugu\u00eas: Presta aten\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p><strong>\ud83c\udfb5Sobe som trilha\u00a0hist\u00f3ria da Terra\ud83c\udfb5<\/strong><\/p>\n<p><strong>Adrielen:\u00a0<\/strong> A Terra \u00e9 formada de atmosfera &#8211; camada de gases que envolve o planeta, entre eles o nitrog\u00eanio e o oxig\u00eanio. Hidrosfera &#8211; que s\u00e3o todas as \u00e1guas que existem &#8211; oceanos, rios, lagos, \u00e1guas subterr\u00e2neas e o vapor de \u00e1gua. E a\u00a0Litosfera &#8211; \u00e9 a parte mais externa do planeta, tem rochas e o solo (olha o solo a\u00ed novamente! E, por fim, mas n\u00e3o menos importante, a biosfera &#8211; que \u00e9 onde eu, voc\u00ea e tudo que \u00e9 vivo se inclui!<\/p>\n<p>Em quase cinco bilh\u00f5es de anos, o planeta j\u00e1 resfriou, aqueceu, congelou, inundou, uniu e separou continentes. O tempo dessas transforma\u00e7\u00f5es foi dividido em \u00e9ons, eras, per\u00edodos e \u00e9pocas geol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>\u00a0Bora se situar? Pode levantar a m\u00e3o quem est\u00e1 no \u00c9on Faneroz\u00f3ico, da Era Cenoz\u00f3ica, do Per\u00edodo Quatern\u00e1rio! Levantou a m\u00e3o? Sim!! Voc\u00ea est\u00e1. Eu estou. Enfim, humanidade presente!<\/p>\n<p>\u00a0\u00c9 \u2018\u2019oico\u2019\u2019 que n\u00e3o acaba mais\u2026Todos aqueles nomes dif\u00edceis que a gente aprende nas aulas de Geografia no ensino fundamental, fazem parte da hist\u00f3ria do planeta Terra.<\/p>\n<p>Talvez, a gente tenha familiaridade com um dos tempos mais \u2018\u2019l\u00fadicos\u2019\u2019. L\u00fadicos com muitas aspass. Para quem \u00e9 f\u00e3 dos dinossauros, \u00e9 f\u00e1cil saber que eles viveram e foram extintos no \u00c9on Faneroz\u00f3ico, Era Mesoz\u00f3ica, per\u00edodos que v\u00e3o do Tri\u00e1ssico ao Cret\u00e1ceo. N\u00e3o? N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil.<\/p>\n<p>\u00a0Mas, para finalizar o nosso passeio pela escala de tempo geol\u00f3gico &#8211; que passa por \u00c9on, Era, Per\u00edodo e \u00c9poca, estamos na \u00e9poca chamada de Holoceno. Estamos no Holoceno? Holoceno?. Essa \u00e9 realmente uma pergunta e j\u00e1 j\u00e1 voc\u00ea vai entender o porqu\u00ea.<\/p>\n<p>O Holoceno \u00e9 a \u00e9poca iniciada h\u00e1 cerca de 11 mil anos, ap\u00f3s o \u00faltimo per\u00edodo glacial, caracterizada pela estabilidade clim\u00e1tica e da biodiversidade.<\/p>\n<p>Sim. Voc\u00ea ouviu bem. Eu disse: estabilidade clim\u00e1tica e da biodiversidade!!! Ent\u00e3o, ser\u00e1 que estamos mesmo no Holoceno?<\/p>\n<p>Bem, na data\u00e7\u00e3o do tempo geol\u00f3gico, cabe uma compara\u00e7\u00e3o: a humanidade aparece no \u00faltimo segundo da prorroga\u00e7\u00e3o do jogo.<\/p>\n<p><strong>\ud83c\udfb5Apito de cart\u00e3o vermelho\/ impedimento\ud83c\udfb5<\/strong><\/p>\n<p><strong>Dominichi Miranda:<\/strong>\u00a0\u2018\u2019A gente lembra que o planeta, de fato, tem 4,5 bilh\u00f5es de anos de exist\u00eancia. O Homo sapiens, n\u00e3o est\u00e3o falando nem dos homin\u00eddeos. O Homo sapiens, a nossa esp\u00e9cie, tem 100 mil anos. Se a gente pensar em termos, como alguns te\u00f3ricos sugerem, se a gente pensar em termos at\u00e9 de uma ilustra\u00e7\u00e3o do corpo humano, se o planeta fosse um corpo humano no inteiro, os humanos seriam a poeirinha da unha, desse corpo humano. Ent\u00e3o, realmente, a gente precisa, repensar como a gente se v\u00ea nesse planeta. \u00c9 a esp\u00e9cie que mais produziu um impacto, sem d\u00favida, se a gente for pensar em termos de Antropoceno. Mas a gente est\u00e1 longe de ser essa esp\u00e9cie mais importante. Ent\u00e3o, assim, ter clareza desse tipo de quest\u00e3o, ela \u00e9 fundamental para que a gente se veja nessa rede planet\u00e1ria da vida.<\/p>\n<p><strong>Adrielen:\u00a0<\/strong>A gente acabou de ouvir a Dominichi Miranda de S\u00e1, pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz, da Fiocruz. \u00c9 uma fala nocauteadora!<\/p>\n<p><strong>\ud83c\udfb5Som de nocaute\ud83c\udfb5<\/strong><\/p>\n<p><em><strong>Terra: <\/strong>Quem s\u00e3o voc\u00eas que chegam por \u00faltimo e ainda exigem sentar na janela? Que poeirinha que nada! S\u00e3o uma pedra no meu sapato.<\/em><\/p>\n<p><strong>Adrielen:<\/strong> Da\u00ed, Dominichi larga a #Antropoceno. Seria a nova \u00e9poca geol\u00f3gica, que entraria ap\u00f3s o Holoceno. \u2018\u2019Seria\u2019\u2019 porque o Antropoceno ainda n\u00e3o \u00e9 unanimidade entre cientistas. Acredite se puder!<\/p>\n<p>Mas, consenso h\u00e1 de que a esp\u00e9cie humana no centro, como preconiza o Antropoceno, \u00e9 capaz de levar o planeta a uma f\u00faria clim\u00e1tica.<\/p>\n<p><strong>\ud83c\udfb5colagem sonoras p\u00fablicas\ud83c\udfb5\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Adriana Alves:<\/strong>\u00a0 N\u00e3o tem sa\u00edda. Est\u00e1 tudo conectado. Tem a\u00e7\u00e3o. Tem rea\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Terra est\u00e1 viva! Gaia t\u00e1 on, diriam nossos ancestrais! Super on!\u00a0 Como conta a\u00a0Adriana Alves, professora do Instituto de Geologia da Universidade de S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p><strong>Adriana Alves:<\/strong> Os povos sul-americanos, incas e maias tinham a Terra como um organismo vivo, como se fosse qualquer ser vivo que a gente conhece. Ent\u00e3o, era como se a Terra fosse a grande m\u00e3e ou Pachamama, como os peruanos gostam desse termo. Gaia \u00e9 um ser vivo que prov\u00e9m tudo aquilo que a vida necessita. Ent\u00e3o, Gaia tem um cora\u00e7\u00e3o que seria o n\u00facleo. Tem dispositivos de, vamos dizer assim, de demonstra\u00e7\u00e3o de f\u00faria, que seriam vulc\u00f5es, terremotos, que vem da din\u00e2mica mant\u00e9lica. A\u00ed, vem a parte da crosta terrestre, que \u00e9 onde a gente vive. Gaia nos d\u00e1 \u00e1gua, alimento. Ent\u00e3o, Gaia essa entidade quase que mitol\u00f3gica, que representaria a Terra, que \u00e9 m\u00e3e de tudo e que prov\u00ea, conforme os seus humores.<\/p>\n<p><strong>Adrielen:\u00a0<\/strong> Essa \u00e9 a din\u00e2mica de Gaia, na voz de\u00a0Adriana Alves que se conecta com um dos maiores pensadores de ecologia que o planeta j\u00e1 teve, Bruno Latour.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 chance de pensarmos em sa\u00fade da humanidade, se n\u00e3o pensarmos em sa\u00fade do planeta Terra.<\/p>\n<p>\u00a0Estamos diante de uma escolha existencial, lembrou o fil\u00f3sofo franc\u00eas no pref\u00e1cio \u00e0 edi\u00e7\u00e3o brasileira do livro \u2018\u2019<em>Diante de Gaia: oito confer\u00eancias sobre a natureza no Antropoceno<\/em>\u2019\u2019.<\/p>\n<p>Sonoplastia &#8211; Sobe som instrumental<\/p>\n<p><strong>Thiago Regotto:<\/strong>\u00a0\u201cGaia s\u00e3o todos os seres vivos e as transforma\u00e7\u00f5es materiais que eles submeteram \u00e0 geologia, desviando a energia do sol para benef\u00edcio pr\u00f3prio. \u00c9 nessa rede, nessas trajet\u00f3rias de seres vivos, que alguns desses viventes &#8211; os viventes que somos, que se proclamam humanos, ou seja, pessoas feitas de terra, de h\u00famus, de lama e de cinzas- encontram-se irreversivelmente emaranhados. Ou mantemos as condi\u00e7\u00f5es que tornam a vida habit\u00e1vel para todos os que chamamos\u00a0de terrestres, ou ent\u00e3o n\u00e3o merecemos continuar vivendo.\u2019\u2019<\/p>\n<p><strong>\ud83c\udfb5Sobe som\ud83c\udfb5<\/strong><\/p>\n<p><em><strong>Dr. Cruz:<\/strong>\u00a0Boa noite, dona Terra, como a senhora se sente?<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Terra:\u00a0<\/strong>Doutor, me sinto muito fraca, cansada.<\/em><\/p>\n<p><strong>Dr.<em> Cruz:<\/em><\/strong><em>\u00a0Bem, isso \u00e9 esperado. A senhora teve uma parada cardiorrespirat\u00f3ria, foi reanimada, e agora precisamos entender o que provocou esse s\u00e9rio colapso. A suspeita \u00e9 de que seja realmente o Antropoceno.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Terra:<\/strong>\u00a0Antropoceno? Eu j\u00e1 ouvi falar em \u2018\u2019Lixoceno\u2019\u2019, \u00e9 a mesma coisa? Que doen\u00e7a \u00e9 essa, Dr?<\/em><\/p>\n<p><strong>\ud83c\udfb5Sobe som\ud83c\udfb5<\/strong><\/p>\n<p><strong>Adrielen:<\/strong> No segundo epis\u00f3dio, o\u00a0diagn\u00f3stico, as causas e os sintomas do Antropoceno- tudo sobre o mal que tem levado a Terra ao esgotamento.<\/p>\n<p>Sonoplastia &#8211; Sobe som trilha<\/p>\n<p><strong>Adrielen:<\/strong>Este \u00e9 o S.O.S! Terra Chamando! O podcast sobre a sa\u00fade do planeta. Uma co-produ\u00e7\u00e3o da Empresa Brasil de Comunica\u00e7\u00e3o e da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz.<\/p>\n<p>Eu sou Adrieleen Alves, respons\u00e1vel pela idealiza\u00e7\u00e3o, roteiro e apresenta\u00e7\u00e3o. A pesquisa e a produ\u00e7\u00e3o s\u00e3o de Anita Lucchesi e Teresa Santos.<\/p>\n<p>A edi\u00e7\u00e3o de conte\u00fado \u00e9 da Julianne Gouveia.<\/p>\n<p>A revis\u00e3o \u00e9 da Ana Elisa Santana.<\/p>\n<p>A locu\u00e7\u00e3o de trechos do livro do Bruno Latour \u00e9 do Thiago Regotto.<\/p>\n<p>Fazem parte da comiss\u00e3o t\u00e9cno-cient\u00edfica: Carlos Machado de Freitas da Escola Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica S\u00e9rgio Arouca; Carlos Henrique Assun\u00e7\u00e3o Paiva, Diego Vaz Bevilaqua, Dilene Raimundo do Nascimento, Magali Romero S\u00e1, da Casa de Oswaldo Cruz; e Tereza Amorim Costa, do Museu da Vida Fiocruz, unidades da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz.<\/p>\n<p>Os atores s\u00e3o Kailane Vin\u00edcio e Pablo Aguilar.<\/p>\n<p>O apoio \u00e0 produ\u00e7\u00e3o em Bras\u00edlia, Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo, ficou por conta de Adriana Ribeiro e Victor Ribeiro. A opera\u00e7\u00e3o de \u00e1udio \u00e9 de \u00c1lvaro Seixas, Thiago Coelho e Reynaldo Santos, Thales Santos e Reinaldo Shiro.<\/p>\n<p>A edi\u00e7\u00e3o final e a sonoplastia s\u00e3o da Pipoca Sound.<\/p>\n<p>Este epis\u00f3dio usa \u00e1udios de Simone Daflon, do Observat\u00f3rio Nacional; Dominichi Miranda de S\u00e1, da Casa de Oswaldo Cruz e de Adriana Alves, do Instituto de Geologia da Universidade de S\u00e3o Paulo; Antonio Guterres, Chefe das Na\u00e7\u00f5es Unidas, al\u00e9m do acervo da <strong>Empresa Brasil de Comunica\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p>\u00a0At\u00e9 a pr\u00f3xima!<\/p>\n<p><strong>\ud83c\udfb5 Vinheta de Encerramento\u00a0\ud83c\udfb5<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><button class=\"accordion\">\u00a0<span>Videocast em Libras<\/span><\/button><\/p>\n<div class=\"panel\">Em breve<\/div>\n<p><button class=\"accordion\"><svg fill=\"none\" height=\"24\" viewbox=\"0 0 24 24\" width=\"24\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\"> <g clip-path=\"url(#clip0_1_77)\"> <path d=\"M12 21C16.9706 21 21 16.9706 21 12C21 7.02944 16.9706 3 12 3C7.02944 3 3 7.02944 3 12C3 16.9706 7.02944 21 12 21Z\" stroke=\"white\" stroke-linecap=\"round\" stroke-linejoin=\"round\"><\/path> <path d=\"M16.7906 10.1531C15.306 9.39364 13.6619 8.99838 11.9942 9.00001C10.3265 9.00164 8.6832 9.40012 7.20001 10.1625\" stroke=\"white\" stroke-linecap=\"round\" stroke-linejoin=\"round\"><\/path> <path d=\"M15.4031 12.8156C14.3473 12.2781 13.179 11.9986 11.9942 12.0002C10.8094 12.0019 9.64185 12.2845 8.58749 12.825\" stroke=\"white\" stroke-linecap=\"round\" stroke-linejoin=\"round\"><\/path> <path d=\"M14.0156 15.4781C13.3909 15.1618 12.7002 14.998 12 15C11.2972 15.0014 10.6042 15.165 9.97501 15.4781\" stroke=\"white\" stroke-linecap=\"round\" stroke-linejoin=\"round\"><\/path> <\/g> <defs> <clippath> <rect fill=\"white\" height=\"24\" width=\"24\"><\/rect> <\/clippath> <\/defs> <\/svg> <span>Epis\u00f3dios no Spotify<\/span><\/button><\/p>\n<div class=\"panel\">em Breve<\/div>\n<\/div>\n<p><!--c\u00f3digo para abrir sections--><script>\n<!--\/\/--><![CDATA[\/\/ ><!--\n\n  <!--\/\/--><![CDATA[\/\/ ><!--\n  \n      let acc = document.getElementsByClassName(\"accordion\");\n      let video = videos = document.querySelectorAll('iframe, video');\n      let i;\n  \n      for (i = 0; i < acc.length; i++) {\n        acc[i].addEventListener(\"click\", function() {\n          this.classList.toggle(\"active\");\n          let panel = this.nextElementSibling;\n          if (panel.style.maxHeight) {\n            panel.style.maxHeight = null;\n            stopVideos()\n          } else {\n            panel.style.maxHeight = \"fit-content\" || panel.scrollHeight + \"px\";            \n          }\n        });\n      }\n  \n      let stopVideos = function () {\n        let videos = document.querySelectorAll('iframe, video');\n          Array.prototype.forEach.call(videos, function (video) {\n            if (video.tagName.toLowerCase() === 'video') {\n              video.pause();\n            } else {\n              let src = video.src;\n              video.src = src;\n            }\n          });\n      };   \n    \n  \/\/--><!]]]]><![CDATA[>\n  \n\/\/--><!]]>\n<\/script><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<style type=\"text\/css\">\n<!--\/*--><![CDATA[\/* ><!--*\/\n<!--\/*--><![CDATA[\/* ><!--*\/\n  .accordion-container h1,\n    .accordion-container h2,\n    .accordion-container h3 {\n      text-align: center;\n    }\n  \n    .accordion-container > *:not(:nth-last-child(2)){\n      margin-bottom: 4px;\n    }\n  \n    \/* Style the buttons that are used to open and close the accordion panel *\/\n    .accordion {\n      background-color: #005bab;\n      color: #ffffff;\n      cursor: pointer;\n      padding: 9px 18px;\n      width: 100%;\n      text-align: left;\n      border: none;\n      outline: none;\n      transition: 0.4s;\n      font-size: 16px;\n      font-family: \"tipobrasil_rounded700SBd\", sans-serif;\n      font-weight: 700;\n      display: flex;\n      align-items: center;\n      position: relative;\n      letter-spacing: 1px;\n    }\n  \n    .accordion:focus {\n      outline: none;\n    }\n  \n    .accordion span {\n      margin-left: 8px;\n    }\n  \n    \/* Add a background color to the button if it is clicked on (add the .active class with JS), and when you move the mouse over it (hover) *\/\n    .active, .accordion:hover{\n      background-color: #004581;\n      color: #a3a3a3;\n    }\n  \n    \/* Style the accordion panel. 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