{"id":7201,"date":"2025-11-03T15:33:58","date_gmt":"2025-11-03T19:33:58","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/?p=7201"},"modified":"2025-11-03T15:33:58","modified_gmt":"2025-11-03T19:33:58","slug":"caminhos-da-reportagem-volta-a-mariana-dez-anos-apos-tragedia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/?p=7201","title":{"rendered":"Caminhos da Reportagem volta a Mariana dez anos ap\u00f3s trag\u00e9dia"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p><a class=\"\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2025-11\/caminhos-da-reportagem-volta-mariana-dez-anos-apos-tragedia\"><br \/>\n                    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.jsdelivr.net\/gh\/sergiosdlima\/assets-ebc@1.0.0\/abr\/assets\/images\/logo-agenciabrasil.svg\" alt=\"Logo Ag\u00eancia Brasil\"><br \/>\n\t\t\t\t<\/a><\/p>\n<p>Nesta segunda-feira (3), a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/feed\/subscriptions\/UCSv9d0kQegylHWpP83jWSQg\" target=\"_blank\"><strong>TV Brasil<\/strong><\/a>\u00a0exibe, \u00e0s 23h, um novo epis\u00f3dio do premiado programa\u00a0<em>Caminhos da Reportagem<\/em>, que tem como tema <em>A Trag\u00e9dia de Mariana: dez anos depois<\/em>.<strong> A atra\u00e7\u00e3o volta ao local da trag\u00e9dia ap\u00f3s uma d\u00e9cada para contar hist\u00f3rias de quem sobreviveu, al\u00e9m de discutir tamb\u00e9m a seguran\u00e7a das barragens e o impacto da minera\u00e7\u00e3o na vida da popula\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1665925&#038;o=rss\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1665925&#038;o=rss\"><\/p>\n<p>Em 2015, a barragem de min\u00e9rio de Fund\u00e3o, administrada pela empresa Samarco, no munic\u00edpio de <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/tags\/mariana\" target=\"_blank\">Mariana<\/a> (MG), se rompeu, causando um dos maiores desastres socioambientais do Brasil. <strong>A trag\u00e9dia matou 19 pessoas e provocou o aborto de um beb\u00ea em uma sobrevivente. Mais de 600 pessoas ficaram desabrigadas nos distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo.\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n<\/p>\n<h3>Not\u00edcias relacionadas:<\/h3>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2025-11\/ativista-e-viuva-de-marighella-clara-charf-morre-aos-100-anos\">Ativista e vi\u00fava de Marighella, Clara Charf morre aos 100 anos.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2025-11\/policia-divulga-perfis-dos-mortos-17-nao-tinham-historico-criminal\">Pol\u00edcia divulga perfis dos mortos; 17 n\u00e3o tinham hist\u00f3rico criminal.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2025-11\/especialistas-criticam-retorica-de-governadores-sobre-combate-ao-crime\">Especialistas criticam ret\u00f3rica de governadores sobre combate ao crime.<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>De acordo com Guilherme de S\u00e1 Meneghin, promotor de Justi\u00e7a do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Minas Gerais, o\u00a0rompimento foi al\u00e9m do distrito de Mariana, e atingiu 3 milh\u00f5es de pessoas em Minas Gerais e Esp\u00edrito Santo, afetou o meio ambiente, matou pessoas e destruiu economias.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cEu diria que, mais do que um crime ambiental, foi uma grave viola\u00e7\u00e3o aos direitos humanos, que foi se perpetuando ao longo do tempo\u201d, afirma Meneghin.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ao\u00a0<em>Caminhos da Reportagem<\/em>, M\u00f4nica Santos, lideran\u00e7a comunit\u00e1ria de Bento Rodrigues, relembra o dia 5 de novembro ao visitar com a equipe o que restou do local onde vivia.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA vis\u00e3o que eu tive foi essa vis\u00e3o aqui. A\u00ed eu entendi o que estava acontecendo. Eu vi de fato que eu n\u00e3o tinha mais casa, que a igreja de S\u00e3o Bento n\u00e3o existia mais e\u00a0a casa dos meus av\u00f3s tamb\u00e9m\u201d, recorda.\u00a0\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><a href=\"https:\/\/www.whatsapp.com\/channel\/0029VaoRTgrInlqYLSk59B2M\" target=\"_blank\">>> Siga o canal da <strong>Ag\u00eancia Brasil <\/strong>no WhatsApp<\/a><\/p>\n<p>Para M\u00f4nica, o sentimento de revolta e de impot\u00eancia continuam.\u00a0\u201cN\u00e3o precisava de ningu\u00e9m ter morrido, porque a Samarco sabia do problema, e voc\u00ea continua vendo a empresa mandando e desmandando, ditando as regras para quem vai pagar indeniza\u00e7\u00e3o, de quem \u00e9 atingido ou n\u00e3o\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>Segundo o gerente-geral de Projetos da Samarco, Eduardo Moreira, o rompimento trouxe mudan\u00e7as profundas no rumo e nos neg\u00f3cios da empresa. \u201cA gente tinha uma d\u00edvida com a sociedade de que n\u00f3s n\u00e3o poder\u00edamos voltar da mesma maneira. A gente precisava voltar de maneira diferente\u201d, diz.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p><strong>A Samarco voltou a operar em dezembro de 2020, cinco anos depois da trag\u00e9dia. Segundo a empresa, hoje em dia, 80% do descarte do rejeito de min\u00e9rio tem o modelo a seco.\u00a0\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n<h2>Risco de colapso\u00a0<\/h2>\n<p><strong>O Brasil tem hoje mais de 900 barragens, com 74 delas apresentando alto risco de colapso, segundo dados do Sistema Integrado de Gest\u00e3o de Barragens de Minera\u00e7\u00e3o (SIGBM). O Estado de Minas Gerais conta com 31 barragens das 91 que est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de alerta ou emerg\u00eancia declarada.<\/strong> Moradores dos distritos de Engenheiro Correia e S\u00e3o Gon\u00e7alo do Ba\u00e7\u00e3o, que fazem parte do munic\u00edpio de Itabirito, em Minas Gerais, relatam que se sentem inseguros com a proximidade de barragens de min\u00e9rio.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Um muro de conten\u00e7\u00e3o foi constru\u00eddo em junho de 2021 depois de determina\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Minas Gerais. A estrutura foi erguida pela Vale, outra mineradora, para prevenir danos em caso de rompimento das barragens da mina de F\u00e1brica.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cO muro d\u00e1 uma falsa tranquilidade, porque a gente n\u00e3o sabe se ele vai funcionar, nunca foi testado\u201d, afirma Thiago Damaceno, auxiliar administrativo.\u00a0\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O ge\u00f3grafo \u00cdcaro Brito, que tamb\u00e9m vive na regi\u00e3o, concorda.\u00a0\u201cN\u00e3o \u00e9 um evento natural, a gente n\u00e3o est\u00e1 falando de uma \u00e1rea de avalanche que est\u00e1 acontecendo ali porque a configura\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica ou uma condi\u00e7\u00e3o natural est\u00e1 for\u00e7ando. Isso foi colocado em cima da nossa cabe\u00e7a\u201d.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Gilvander Lu\u00eds Moreira, assessor da Comiss\u00e3o Pastoral da Terra em Minas Gerais, denuncia o que ficou conhecido como \u201cterrorismo de barragem\u201d, quando empresas retiram as pessoas dos locais onde elas vivem alegando falta de seguran\u00e7a nas barragens.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cJ\u00e1 tem tese de doutorado em Minas Gerais que demonstra que foi criado o terrorismo de barragem de prop\u00f3sito, como estratagema para ampliar os territ\u00f3rios a serem minerados, burlando, passando por cima de direitos assegurados aos povos e comunidades tradicionais\u201d, denuncia.\u00a0\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Para o jornalista e cientista ambiental Maur\u00edcio \u00c2ngelo, \u00e9 preciso repensar o modelo de minera\u00e7\u00e3o em Minas Gerais e no Brasil, para que novas Marianas e novos Brumadinhos n\u00e3o aconte\u00e7am mais.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta segunda-feira (3), a\u00a0TV Brasil\u00a0exibe, \u00e0s 23h, um novo epis\u00f3dio do premiado programa\u00a0Caminhos da Reportagem, que tem como tema A Trag\u00e9dia de Mariana: dez anos depois. 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