{"id":3957,"date":"2025-09-10T03:30:36","date_gmt":"2025-09-10T06:30:36","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/?p=3957"},"modified":"2025-09-10T03:30:36","modified_gmt":"2025-09-10T06:30:36","slug":"diploma-de-ensino-superior-pode-mais-que-dobrar-salario-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/?p=3957","title":{"rendered":"Diploma de ensino superior pode mais que dobrar sal\u00e1rio no Brasil"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p><a class=\"\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/educacao\/noticia\/2025-09\/ensino-superior-no-brasil-pode-mais-que-dobrar-salario\"><br \/>\n                    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.jsdelivr.net\/gh\/sergiosdlima\/assets-ebc@1.0.0\/abr\/assets\/images\/logo-agenciabrasil.svg\" alt=\"Logo Ag\u00eancia Brasil\"><br \/>\n\t\t\t\t<\/a><\/p>\n<p>No Brasil, ter um diploma de ensino superior faz diferen\u00e7a: aumenta as chances de ter um emprego e melhores sal\u00e1rios, que chegam a mais que o dobro daqueles que t\u00eam\u00a0forma\u00e7\u00e3o at\u00e9 o ensino m\u00e9dio. Mesmo assim, um em\u00a0cada quatro estudantes abandona os estudos depois de cursar apenas um ano.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1657684&#038;o=rss\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1657684&#038;o=rss\"><\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es est\u00e3o no relat\u00f3rio <em>Education at a Glance<\/em> (<em>EaG<\/em>) <em>2025<\/em>, da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e o Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), que re\u00fane as principais e mais ricas economias do mundo.<\/p>\n<\/p>\n<h3>Not\u00edcias relacionadas:<\/h3>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/educacao\/noticia\/2025-05\/iniciativa-oferece-bolsas-para-alunos-negros-acessarem-ensino-superior\">Iniciativa oferece bolsas para alunos negros acessarem ensino superior.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2025-02\/brasileiros-adultos-com-ensino-superior-completo-chegam-184\">Brasileiros adultos com ensino superior completo chegam a 18,4%.<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>O documento traz dados educacionais como desempenho dos estudantes, taxas de matr\u00edcula e organiza\u00e7\u00e3o dos sistemas educacionais dos 38 pa\u00edses-membros da organiza\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de Argentina, Bulg\u00e1ria, China, Cro\u00e1cia, \u00cdndia, Indon\u00e9sia, Peru, Rom\u00eania, Ar\u00e1bia Saudita, \u00c1frica do Sul e Brasil \u2013 que \u00e9 parceiro-chave da OCDE.<\/strong><\/p>\n<p>Neste ano, o relat\u00f3rio tem como foco principal o ensino superior. Os dados mostram que brasileiros de 25 a 64 anos que concluem o ensino superior ganham, em m\u00e9dia, 148% a mais do que aqueles que t\u00eam\u00a0ensino m\u00e9dio. Essa diferen\u00e7a \u00e9 maior do que a m\u00e9dia dos pa\u00edses da OCDE, que \u00e9 de um sal\u00e1rio m\u00e9dio 54% maior.\u00a0<\/p>\n<p><strong>O Brasil fica atr\u00e1s apenas da Col\u00f4mbia, onde concluir o ensino superior proporciona, em m\u00e9dia, um sal\u00e1rio 150% maior do que ter apenas o ensino m\u00e9dio, e \u00c1frica do Sul, onde esse percentual\u00a0\u00e9 251%.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Mas, essa etapa de ensino n\u00e3o chega a todos. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), apenas um a cada cinco, ou seja, 20,5% dos brasileiros de 25 anos ou mais t\u00eam\u00a0ensino superior, conforme dados de 2024.<\/p>\n<p><strong>O relat\u00f3rio da OCDE traz outra preocupa\u00e7\u00e3o. Quase um quarto (24%) dos jovens de 18 a 24 anos no Brasil, n\u00e3o est\u00e3o empregados nem em educa\u00e7\u00e3o ou treinamento\u00a0(NEET na sigla em ingl\u00eas)<\/strong>. Essa taxa \u00e9 maior que a m\u00e9dia da OCDE, de 14%. Al\u00e9m disso, h\u00e1 uma diferen\u00e7a entre homens e mulheres, com 29% das mulheres e 19% dos homens sendo NEET em 2024\u00a0no Brasil. As taxas de NEET para homens e mulheres tendem a ser semelhantes na maioria dos outros pa\u00edses da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.whatsapp.com\/channel\/0029VaoRTgrInlqYLSk59B2M\" target=\"_blank\">>> Siga o canal da <strong>Ag\u00eancia Brasil <\/strong>no WhatsApp<\/a><\/p>\n<h2>Abandono dos estudos<\/h2>\n<p>Entre aqueles que entram no ensino superior, no Brasil, 25% abandonam os estudos ap\u00f3s o primeiro ano do bacharelado. Entre os pa\u00edses da OCDE, a m\u00e9dia \u00e9 13%. Mesmo ap\u00f3s tr\u00eas anos do fim do per\u00edodo esperado para a conclus\u00e3o do curso, menos da metade, 49%, dos ingressantes conclui os estudos. Entre os pa\u00edses da OCDE, essa m\u00e9dia \u00e9 70%.<\/p>\n<p><strong>Diante desse cen\u00e1rio, no Brasil, apenas 24% de todos os jovens de 25 a 34 anos de fato concluem o ensino superior, o que representa pouco menos da metade da m\u00e9dia da OCDE de 49%.<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio, as altas taxas de evas\u00e3o no primeiro ano \u201cpodem sinalizar um descompasso entre as expectativas dos alunos e o conte\u00fado ou as exig\u00eancias de seus programas, possivelmente refletindo a falta de orienta\u00e7\u00e3o profissional para futuros alunos ou apoio insuficiente para novos ingressantes\u201d, diz o texto.<\/p>\n<p><strong>O relat\u00f3rio mostra ainda que, em todos os pa\u00edses, as mulheres que iniciam o bacharelado t\u00eam maior probabilidade do que os homens de concluir os estudos ou no tempo esperado ou em at\u00e9 tr\u00eas anos ap\u00f3s esse per\u00edodo<\/strong>. No Brasil, a diferen\u00e7a de g\u00eanero \u00e9 de 9 pontos percentuais, 53% para mulheres em compara\u00e7\u00e3o com 43% para homens. Essa diferen\u00e7a \u00e9 menor do que a m\u00e9dia da OCDE, de 12 pontos percentuais.<\/p>\n<h2>Estudar em outros pa\u00edses<\/h2>\n<p>Segundo o EaG, entre os pa\u00edses da OCDE, a mobilidade internacional de estudantes no ensino superior aumentou. Em m\u00e9dia, 6% de todos os estudantes do ensino superior na OCDE eram estudantes internacionais ou estrangeiros em 2018. Esse percentual passou para 7,4% em 2023. O Brasil foi um dos poucos pa\u00edses sem aumento, com a propor\u00e7\u00e3o permanecendo constante em apenas 0,2%.<\/p>\n<h2>Investimentos<\/h2>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos investimentos do pa\u00eds em ensino superior, no Brasil\u00a0os gastos governamentais chegam a US$ 3.765 por aluno, em valores de\u00a02022, o que equivale a cerca de R$ 20 mil. J\u00e1 a m\u00e9dia da OCDE \u00e9 de US$ 15.102, ou cerca de R$ 80 mil. Embora, em valores, o investimento seja inferior, quando comparado ao Produto Interno Bruto (PIB) \u2013 que \u00e9 a soma de todas as riquezas produzidas pelo pa\u00eds -, o investimento governamental no Brasil \u00e9 semelhante ao da m\u00e9dia da OCDE, 0,9% do PIB- Produto Interno Bruto &#8211; no ensino superior, incluindo os investimentos em pesquisa e inova\u00e7\u00e3o. \u00a0<\/p>\n<p><strong>Para a OCDE, \u00e9 preciso melhorar os indicadores n\u00e3o apenas no Brasil, mas em todo o conjunto de pa\u00edses, para que tanto a forma\u00e7\u00e3o seja melhor, quanto para que os investimentos tenham mais retorno.<\/strong> Na publica\u00e7\u00e3o, o secret\u00e1rio-geral da OCDE, Mathias Cormann, diz que as baixas taxas de conclus\u00e3o do ensino superior s\u00e3o &#8220;desafio que prejudica o retorno do investimento p\u00fablico, agrava a escassez de compet\u00eancias e limita o acesso a oportunidades\u201d.<\/p>\n<p>Entre as a\u00e7\u00f5es poss\u00edveis destacadas por ele est\u00e3o o fortalecimento da prepara\u00e7\u00e3o acad\u00eamica e da orienta\u00e7\u00e3o profissional no ensino m\u00e9dio, bem como a concep\u00e7\u00e3o de programas de ensino superior com sequ\u00eancias de cursos claramente definidas e medidas de apoio para aqueles em risco de atraso.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cTamb\u00e9m s\u00e3o necess\u00e1rias op\u00e7\u00f5es de ensino superior mais inclusivas e flex\u00edveis. Estas devem incluir programas personalizados para estudantes do ensino profissional, processos de admiss\u00e3o que reconhe\u00e7am melhor os diversos perfis de alunos e ofertas mais curtas e direcionadas\u201d, defende.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>A OCDE tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o para a qualidade dos cursos de ensino superior<\/strong>. Outra pesquisa conduzida pela organiza\u00e7\u00e3o mostra que mesmo entre aqueles com diploma, h\u00e1 dificuldades at\u00e9 mesmo para ler textos complexos. A Pesquisa de Compet\u00eancias de Adultos 2023\u00a0mostra que nos 29 pa\u00edses e economias da OCDE participantes, em m\u00e9dia\u00a013% dos adultos com ensino superior n\u00e3o atingiram sequer o n\u00edvel b\u00e1sico de profici\u00eancia em alfabetiza\u00e7\u00e3o, o que significa que conseguiam compreender apenas textos curtos sobre temas familiares.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cIsso ilustra a necessidade de os pa\u00edses expandirem o acesso ao ensino superior e aumentarem a qualidade e a relev\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o oferecida\u201d, diz Cormann.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Gasto p\u00fablico maior<\/h2>\n<p>Em coletiva de imprensa, nesta ter\u00e7a-feira (9), o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira (Inep) afirmou que os valores de investimento apresentados no relat\u00f3rio est\u00e3o incorretos e que a autarquia j\u00e1 solicitou uma revis\u00e3o \u00e0 OCDE. O valor correto do gasto p\u00fablico por aluno de institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de ensino superior \u00e9 US$ 15.619 (cerca de R$ 83 mil), sendo, portanto, superior \u00e0 m\u00e9dia da OCDE.\u00a0<\/p>\n<p>De acordo como Inep, o c\u00e1lculo feito pela OCDE divide todo o investimento p\u00fablico por todos os alunos do ensino superior, sejam eles de institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas ou privadas. O governo, no entanto, n\u00e3o computa os investimentos privados. O correto, segundo o Inep, \u00e9 dividir os investimentos p\u00fablicos apenas pelos alunos de universidades p\u00fablicas.<\/p>\n<p>No Brasil, a minoria\u00a0dos alunos de ensino superior est\u00e1 em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. A maior parte dos estudantes est\u00e1 matriculada no setor privado, que concentra cerca de 80% das matr\u00edculas, segundo o \u00faltimo Censo da Educa\u00e7\u00e3o Superior, de 2023. Os gastos com esses alunos n\u00e3o est\u00e1, portanto, inclu\u00eddo no valor informado pelo Inep.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>*Mat\u00e9ria ampliada \u00e0s 12h35 para inclus\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es do Inep\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Brasil, ter um diploma de ensino superior faz diferen\u00e7a: aumenta as chances de ter um emprego e melhores sal\u00e1rios, que chegam a mais que o dobro daqueles que t\u00eam\u00a0forma\u00e7\u00e3o at\u00e9 o ensino m\u00e9dio. Mesmo assim, um em\u00a0cada quatro estudantes abandona os estudos depois de cursar apenas um ano. 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