{"id":3649,"date":"2025-09-04T12:28:17","date_gmt":"2025-09-04T15:28:17","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/?p=3649"},"modified":"2025-09-04T12:28:17","modified_gmt":"2025-09-04T15:28:17","slug":"filme-de-jorge-bodanzky-denuncia-poluicao-de-mercurio-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/?p=3649","title":{"rendered":"Filme de Jorge Bodanzky denuncia polui\u00e7\u00e3o de merc\u00fario na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p><em>&#8220;H\u00e1 30 anos com a atividade garimpeira, que os estudos t\u00eam mostrado um n\u00edvel muito alto de merc\u00fario no sangue dessas pessoas. Toda a regi\u00e3o da Amaz\u00f4nia, onde tem garimpo, t\u00e1 contaminado&#8221;.<\/em><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1657036&#038;o=rss\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1657036&#038;o=rss\"><\/p>\n<p>Tendo como cen\u00e1rio a Terra Ind\u00edgena Munduruku, no estado do Par\u00e1, o document\u00e1rio <em>Amaz\u00f4nia, A Nova Minamata?<\/em>\u00a0denuncia os impactos da polui\u00e7\u00e3o com merc\u00fario na Floresta Amaz\u00f4nica brasileira.<\/p>\n<p>O novo filme do cineasta paulista Jorge Bodanzky\u00a0faz um registro profundo do efeito destrutivo do garimpo ilegal de ouro na regi\u00e3o\u00a0e, principalmente, como o uso do merc\u00fario na extra\u00e7\u00e3o do min\u00e9rio est\u00e1 amea\u00e7ando a sa\u00fade de todos os habitantes, n\u00e3o s\u00f3 do Territ\u00f3rio, mas de toda a Amaz\u00f4nia. O principal sinal \u00e9 o crescimento da chamada Doen\u00e7a de Minamata, uma intoxica\u00e7\u00e3o causada pelo consumo da \u00e1gua dos rios\u00a0contaminados por esse metal\u00a0pesado.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;O mal de Minamata, no Jap\u00e3o, demorou 35 anos para os japoneses reconhecerem que aquela era intoxica\u00e7\u00e3o mercurial. Agora voc\u00ea imagina aqui&#8221;.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ao tratar do derramamento de merc\u00fario nas \u00e1guas amaz\u00f4nicas e o impacto na sa\u00fade dos Munduruku, o diretor faz um paralelo com o processo de contamina\u00e7\u00e3o silenciosa que aconteceu com a popula\u00e7\u00e3o de uma aldeia de pescadores chamada Minamata, no Jap\u00e3o, no s\u00e9culo passado. Por l\u00e1, os moradores sofreram graves sequelas por causa do merc\u00fario despejado por uma ind\u00fastria no mar da regi\u00e3o ao longo de v\u00e1rios anos. Muitas pessoas morreram e uma gera\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as com m\u00e1 forma\u00e7\u00e3o cong\u00eanita despertou a aten\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade e da imprensa internacional.<\/p>\n<p>Aqui no Brasil, j\u00e1 em 2016, o cineasta filmava os Munduruku\u00a0para um outro trabalho, quando ouviu o relato de um m\u00e9dico de que haviam quase 200 pedidos de cadeiras de roda para crian\u00e7as com problemas neurol\u00f3gicos. A\u00a0partir disso, ele\u00a0resolveu come\u00e7ar a filmar as pesquisas\u00a0em rela\u00e7\u00e3o ao assunto. \u00a0<\/p>\n<p>O document\u00e1rio atual mostra\u00a0as investiga\u00e7\u00f5es do neurologista paraense Erick Jennings e cientistas da Fiocruz, em busca das causas dos\u00a0problemas neurol\u00f3gicos em tantas crian\u00e7as da\u00a0Terra Ind\u00edgena, como explica Bodanzky.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;Foi acompanhando o trabalho deles que nos permitiu estar junto a essas comunidades. N\u00f3s contamos com a colabora\u00e7\u00e3o das comunidades locais, porque elas queriam saber at\u00e9 que ponto elas estavam \u00a0contaminadas. Foram as comunidades que chamaram o servi\u00e7o de sa\u00fade para poder fazer uma avalia\u00e7\u00e3o do que estava acontecendo l\u00e1 e \u00e9 isso que o filme mostra&#8221;.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Durante as filmagens do document\u00e1rio, j\u00e1 em 2022, os sobreviventes de Minamata, ao descobrirem a situa\u00e7\u00e3o semelhante ocorrendo na Amaz\u00f4nia,\u00a0enviaram relatos sobre a experi\u00eancia deles\u00a0com o envenenamento pelo merc\u00fario. Jorge explica como a mensagem dos japoneses se conectou com os ind\u00edgenas brasileiros.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;N\u00f3s fizemos um pequeno teaser sobre a quest\u00e3o de Minamata e traduzimos ela, narramos ela em Munduruku, e esse teaser foi exibido nas aldeias para que as pessoas pudessem entender antes que a gente fosse l\u00e1 filmar, qual era a raz\u00e3o dessa liga\u00e7\u00e3o. Para eles poderem ver o que aconteceu em Minamata e o perigo que eles est\u00e3o come\u00e7ando a enfrentar&#8221;.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O diretor acredita que al\u00e9m da den\u00fancia, o document\u00e1rio foi pensado como uma ferramenta para os ativistas:<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;\u00c9 uma forma de levantar a quest\u00e3o, de mostrar o que t\u00e1 acontecendo e facilitar \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es que trabalham nesse sentido, de esclarecimento, de conhecimento junto \u00e0s comunidades ind\u00edgenas e eu vejo isso como uma ferramenta ativista. N\u00f3s da equipe ficamos muito contentes em saber que esse filme est\u00e1 sendo usado e pedido pelas lideran\u00e7as locais como um instrumento de luta. E esse \u00e9 o principal objetivo do filme : al\u00e9m de depois de ser exibido nos cinemas e, eventualmente, depois, no streaming para um conhecimento mais amplo, mas o conhecimento das comunidades atingidas para n\u00f3s \u00e9 priorit\u00e1rio. Eu acho que esse filme funciona para isso&#8221;.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><em>Amaz\u00f4nia, a Nova Minamata?<\/em>, faz sua estreia comercial nas salas de cinema brasileiros nesta quinta-feira (4).\u00a0<\/p>\n<p>*Com produ\u00e7\u00e3o de Luciene Cruz<\/p>\n<p>  <span class=\"hms hms-format-m-ss\">4:47<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;H\u00e1 30 anos com a atividade garimpeira, que os estudos t\u00eam mostrado um n\u00edvel muito alto de merc\u00fario no sangue dessas pessoas. Toda a regi\u00e3o da Amaz\u00f4nia, onde tem garimpo, t\u00e1 contaminado&#8221;. Tendo como cen\u00e1rio a Terra Ind\u00edgena Munduruku, no estado do Par\u00e1, o document\u00e1rio Amaz\u00f4nia, A Nova Minamata?\u00a0denuncia os impactos da polui\u00e7\u00e3o com merc\u00fario [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":27,"featured_media":3650,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3649","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3649","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/27"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3649"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3649\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3650"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3649"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3649"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3649"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}