{"id":18847,"date":"2026-07-09T09:29:58","date_gmt":"2026-07-09T13:29:58","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/?p=18847"},"modified":"2026-07-09T09:29:58","modified_gmt":"2026-07-09T13:29:58","slug":"cidade-mineira-mantem-tradicao-de-300-anos-na-producao-de-queijos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/?p=18847","title":{"rendered":"Cidade mineira mant\u00e9m tradi\u00e7\u00e3o de 300 anos na produ\u00e7\u00e3o de queijos"},"content":{"rendered":"<p><strong>A vida no Serro passa devagar e para que ter pressa, se a hist\u00f3ria dessa cidade de pouco mais de 20 mil habitantes, come\u00e7ou h\u00e1\u00a0mais de 300 anos?\u00a0<\/strong>A historiadora Zara Sim\u00f5es, explica que o munic\u00edpio do Serro nasceu da explora\u00e7\u00e3o do ouro.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1696302&#038;o=rss\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1696302&#038;o=rss\"><\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;Essa regi\u00e3o, era chamada pelos ind\u00edgenas de Ibitirui, que quer dizer serras dos morros dos ventos frios. Da\u00ed veio o nome Serro. A primeira bateada de ouro, n\u00e9, o primeiro encontro do ouro, foi feito por uma mulher negra, \u00e9 a Jacinta Siqueira, ela vem da Bahia e ela vai encontrar quatro vint\u00e9ns de ouro.&#8221;, conta.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Foi em torno do c\u00f3rrego Quatro Vint\u00e9ns que a cidade se organizou. Zarinha, como \u00e9 conhecida por aqui, conta que a chegada dos portugueses na regi\u00e3o trouxe diversas tradi\u00e7\u00f5es lusitanas.<strong> Uma delas, a receita do queijo Minas artesanal.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;A gente tem o queijo, n\u00e9? Que \u00e9 uma receita que veio na bagagem dos portugueses e \u00e9 uma receita que traz\u00a0o leite cru, o pingo e o nosso queijo, que \u00e9 muito parecido com o queijo dos Ilh\u00e9us portugueses, que s\u00e3o daquela regi\u00e3o de A\u00e7ores, Madeira, porque eles usavam o mesmo que se usou aqui no princ\u00edpio, que \u00e9 fazer o coalho a partir do bucho do animal.\u00a0Outra heran\u00e7a muito grande pra gente aqui \u00e9 dos escravizados, n\u00e9? Os africanos deixaram aqui, n\u00e9? Eles\u00a0tinham uma for\u00e7a muito grande, a gente v\u00ea desde 1716, n\u00e9? A gente tem aqui tr\u00eas grandes grupos de congado, que s\u00e3o catop\u00eas, marujos e caboclos&#8221;,\u00a0explica.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ap\u00f3s anos de explora\u00e7\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o de ouro diminuiu e a comunidade passou a viver da comercializa\u00e7\u00e3o dos produtos agr\u00edcolas. Tropeiros iam e vinham trazendo as cargas em lombos de burros e mulas. Quem revela, \u00e9 o Marcos Felipe, violeiro local e um apaixonado pela tradi\u00e7\u00e3o do tropeirismo.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;O tropeirismo, ele foi pioneiro na \u00e9poca do imp\u00e9rio e foi at\u00e9 h\u00e1 pouco tempo. Tudo era transportado no Serro no lombo do muar ou algumas em algumas regi\u00f5es no lombo do cavalo. No dia 2 de maio, n\u00f3s fizemos a tropeada, a tropeada n\u00f3s reunimos em torno de 220 muares, foi uma festa muito bonita, voltada justamente para resgatar a tradi\u00e7\u00e3o&#8221;, diz.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Montados em jumentos, eles cruzam as ruas do Serro at\u00e9 o centro hist\u00f3rico, embalados por rezas e c\u00e2nticos em gratid\u00e3o a Santa Rita, padroeira dos tropeiros.\u00a0<\/strong>Marcos se orgulha desse modo caipira de ser e viver e que est\u00e1 enraizado na produ\u00e7\u00e3o de queijo e na cultura local.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;O modo artesanal de fazer o queijo do Serro, mas a caipira na raiz. E essa forma de ser caipira na raiz, ela vem justamente pelo cancioneiro caipira. Uma das coisas que me fez gostar da\u00a0viola e especial da m\u00fasica caipira \u00e9 retratar essa vers\u00e3o caipira&#8221;, fala.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>  <span class=\"hms hms-format-m-ss\">3:40<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A vida no Serro passa devagar e para que ter pressa, se a hist\u00f3ria dessa cidade de pouco mais de 20 mil habitantes, come\u00e7ou h\u00e1\u00a0mais de 300 anos?\u00a0A historiadora Zara Sim\u00f5es, explica que o munic\u00edpio do Serro nasceu da explora\u00e7\u00e3o do ouro. &#8220;Essa regi\u00e3o, era chamada pelos ind\u00edgenas de Ibitirui, que quer dizer serras dos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":394,"featured_media":18848,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-18847","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18847","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/394"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=18847"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18847\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/18848"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=18847"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=18847"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=18847"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}