{"id":17203,"date":"2026-06-04T10:28:11","date_gmt":"2026-06-04T14:28:11","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/?p=17203"},"modified":"2026-06-04T10:28:11","modified_gmt":"2026-06-04T14:28:11","slug":"contaminacao-por-mercurio-coloca-gestantes-e-bebes-munduruku-em-risco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/?p=17203","title":{"rendered":"Contamina\u00e7\u00e3o por merc\u00fario coloca gestantes e beb\u00eas Munduruku em risco"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p><a class=\"\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2026-06\/contaminacao-por-mercurio-coloca-gestantes-e-bebes-munduruku-em-risco\"><br \/>\n                    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.jsdelivr.net\/gh\/sergiosdlima\/assets-ebc@1.0.0\/abr\/assets\/images\/logo-agenciabrasil.svg\" alt=\"Logo Ag\u00eancia Brasil\"><br \/>\n\t\t\t\t<\/a><\/p>\n<p><strong>Mulheres gestantes da Terra Ind\u00edgena Munduruku, na regi\u00e3o do M\u00e9dio Tapaj\u00f3s, no Par\u00e1, t\u00eam merc\u00fario no corpo em n\u00edveis quatro vezes e meio acima do limite seguro estabelecido pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS). Nenhum organismo deveria possuir mais do que 2 microgramas do metal para cada grama de cabelo (\u00b5g\/g). Os n\u00edveis encontrados nelas s\u00e3o, em m\u00e9dia, de 9,1 \u00b5g\/g.<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1692275&#038;o=rss\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1692275&#038;o=rss\"><\/p>\n<p>Os dados fazem parte do resultado preliminar do <em>Estudo Longitudinal de Gestantes e Rec\u00e9m-Nascidos Ind\u00edgenas Expostos ao Merc\u00fario na Amaz\u00f4nia<\/em>, realizado por pesquisadores da Escola Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica Sergio Arouca (ENSP\/Fiocruz).<\/p>\n<\/p>\n<h3>Not\u00edcias relacionadas:<\/h3>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/meio-ambiente\/noticia\/2025-10\/terra-indigena-munduruku-volta-ser-pressionada-pelo-desmatamento\">Terra Ind\u00edgena Munduruku volta a ser pressionada pelo desmatamento.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/meio-ambiente\/noticia\/2025-06\/mercado-de-carbono-ameaca-vida-indigena-diz-alessandra-munduruku\">Mercado de carbono amea\u00e7a vida ind\u00edgena, diz Alessandra Munduruku.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/meio-ambiente\/noticia\/2024-10\/rios-na-amazonia-tem-risco-muito-alto-de-contaminacao-por-mercurio\">Rios na Amaz\u00f4nia t\u00eam risco muito alto de contamina\u00e7\u00e3o por merc\u00fario.<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Os n\u00fameros foram apresentados nesta quarta-feira (3) pelo coordenador da pesquisa Paulo Basta, durante a Rio Nature &#038; Climate Week, a semana do clima do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Das 195 mulheres monitoradas, 97% t\u00eam merc\u00fario no corpo acima do n\u00edvel seguro. No caso mais extremo, uma delas apresentou 39,9 \u00b5g\/g do metal, 20 vezes acima do toler\u00e1vel.<\/p>\n<p>Deste total, 134 mulheres j\u00e1 deram \u00e0 luz. Os beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o acompanhados pelos pesquisadores. Cerca de 90% deles j\u00e1 nascem contaminados pelo merc\u00fario. O metal passa da m\u00e3e para a crian\u00e7a pela placenta.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=464975:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/R2EaQTSmaNq0V5ixr5LMYBWd7I4=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/06\/03\/0g0a9609.jpg?itok=oUwiF0E7\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 03\/06\/2026 - O pesquisador da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz - Fiocruz, Paulo Basta, participa da mesa do Rio Nature &#038; Climate Week com o tema Tapaj\u00f3s Vivo: Desafios, Solu\u00e7\u00f5es, Saberes Tradicionais e Ci\u00eancia Comunit\u00e1ria a Servi\u00e7o do Bem-Viver, no Pier Space. Foto: Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil\"><br \/>\n        <noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/R2EaQTSmaNq0V5ixr5LMYBWd7I4=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/06\/03\/0g0a9609.jpg?itok=oUwiF0E7\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 03\/06\/2026 - O pesquisador da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz - Fiocruz, Paulo Basta, participa da mesa do Rio Nature &#038; Climate Week com o tema Tapaj\u00f3s Vivo: Desafios, Solu\u00e7\u00f5es, Saberes Tradicionais e Ci\u00eancia Comunit\u00e1ria a Servi\u00e7o do Bem-Viver, no Pier Space. Foto: Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil\"><\/noscript><br \/>\n    <!-- END scald=464975 --><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\"><!--copyright=464975-->Rio de Janeiro (RJ), 03\/06\/2026 &#8211; O pesquisador da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz &#8211; Fiocruz, Paulo Basta, participa da mesa do Rio Nature &#038; Climate Week. Ele foi o\u00a0 coordenador da pesquisa\u00a0sobre\u00a0Ind\u00edgenas expostos a merc\u00fario na Amaz\u00f4nia \u00a0Foto: Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil &#8211; <strong>Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=464975--><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Os beb\u00eas t\u00eam em m\u00e9dia concentra\u00e7\u00f5es de 5,8 \u00b5g\/g, tr\u00eas vezes acima do limite. Em um caso extremo, um deles apresentou 30,8 \u00b5g\/g, 15 vezes acima do n\u00edvel seguro.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cEsse beb\u00ea \u00e9 monitorado ao longo dos primeiros dois anos de vida em diferentes momentos. S\u00e3o acompanhadas as curvas de crescimento, de peso para a idade, de estatura, entre outros. A nossa hip\u00f3tese \u00e9 que a exposi\u00e7\u00e3o durante o per\u00edodo pr\u00e9-natal ao merc\u00fario provoca retardo nesses marcos do neurodesenvolvimento\u201d, diz Paulo Basta.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>\u201cO merc\u00fario se converte em uma neurotoxina que vai afetar principalmente o tecido do sistema nervoso central. Uma les\u00e3o que ocorre no sistema nervoso central \u00e9 uma les\u00e3o irrevers\u00edvel. As pessoas v\u00e3o ter que lidar com esse problema para sempre\u201d, completa.<\/strong><\/p>\n<p>O pesquisador cita crescimento de crian\u00e7as nascendo com doen\u00e7as neurol\u00f3gicas raras, s\u00edndromes, anomalias cong\u00eanitas e doen\u00e7as sem um diagn\u00f3stico formado ainda. Todas suspeitas de terem rela\u00e7\u00e3o com a contamina\u00e7\u00e3o por merc\u00fario. Ele tamb\u00e9m destacou que o distrito sanit\u00e1rio especial ind\u00edgena Rio Tapaj\u00f3s foi a unidade de sa\u00fade que mais demandou cadeiras de rodas para o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante que esses dados se convertam em estat\u00edsticas oficiais, o que n\u00e3o existiam at\u00e9 muito recentemente no Brasil. O nosso sistema ainda n\u00e3o tem dispon\u00edvel uma ficha de notifica\u00e7\u00e3o para os casos de contamina\u00e7\u00e3o espec\u00edfica por merc\u00fario\u201d, disse Paulo.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cApesar dessas limita\u00e7\u00f5es, temos 751 casos identificados de ind\u00edgenas contaminados por merc\u00fario com confirma\u00e7\u00e3o laboratorial.\u00a0 Desse conjunto, 318 s\u00e3o do Par\u00e1 e 378 s\u00e3o de Roraima, ligados ao povo Yanomami\u201d, completa.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Revolta com diagn\u00f3stico<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=464978:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/VhSBv8p-jqjFusErbDSeI-bzfFc=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/06\/03\/0g0a9679.jpg?itok=nb-XDRmo\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 03\/06\/2026 - A coordenadora da Associa\u00e7\u00e3o Ind\u00edgena Pariri, Alessandra Munduruku, participa da mesa do Rio Nature &#038; Climate Week com o tema tema Tapaj\u00f3s Vivo: Desafios, Solu\u00e7\u00f5es, Saberes Tradicionais e Ci\u00eancia Comunit\u00e1ria a Servi\u00e7o do Bem-Viver, no Pier Space. Foto: Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil\"><br \/>\n        <noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/VhSBv8p-jqjFusErbDSeI-bzfFc=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/06\/03\/0g0a9679.jpg?itok=nb-XDRmo\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 03\/06\/2026 - A coordenadora da Associa\u00e7\u00e3o Ind\u00edgena Pariri, Alessandra Munduruku, participa da mesa do Rio Nature &#038; Climate Week com o tema tema Tapaj\u00f3s Vivo: Desafios, Solu\u00e7\u00f5es, Saberes Tradicionais e Ci\u00eancia Comunit\u00e1ria a Servi\u00e7o do Bem-Viver, no Pier Space. Foto: Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil\"><\/noscript><br \/>\n    <!-- END scald=464978 --><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\"><!--copyright=464978-->Rio de Janeiro (RJ), 03\/06\/2026 &#8211;\u00a0 Alessandra Munduruku participa da mesa do Rio Nature &#038; Climate Week Foto: Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil &#8211; <strong>Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=464978--><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A lideran\u00e7a Alessandra Korap Munduruku conta que houve uma como\u00e7\u00e3o coletiva quando os primeiros resultados de contamina\u00e7\u00e3o por merc\u00fario foram divulgados em 2022. A primeira parte do estudo, que monitorava indiv\u00edduos de todas as idades, come\u00e7ou em 2019 em tr\u00eas aldeias da terra Sawr\u00e9 Muybu.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cEst\u00e1vamos doentes, mas sem exames, n\u00e3o sab\u00edamos o que estava acontecendo. Quando tivemos os resultados, fizemos uma reuni\u00e3o e as mulheres estavam bem revoltadas. Perguntavam se deveriam interromper a gravidez porque o \u00fatero estaria contaminado e o leite materno tamb\u00e9m poderia contaminar os filhos\u201d, conta.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A regi\u00e3o onde vive o povo Munduruku tem sido afetada pelo garimpo ilegal de ouro h\u00e1 d\u00e9cadas. O merc\u00fario \u00e9 utilizado no garimpo para separar o ouro da terra. A pr\u00e1tica contamina os rios e os seres que vivem nele. O metal entra no organismo humano principalmente pelo consumo de peixes contaminados.<\/p>\n<p><strong>\u201cNossa principal fonte de alimento \u00e9 o peixe e n\u00e3o h\u00e1 como fugir disso. Para quem mora na cidade \u00e9 muito f\u00e1cil. V\u00e3o nas prateleiras, compram frango e carne, tem outras op\u00e7\u00f5es. O cora\u00e7\u00e3o d\u00f3i quando v\u00ea a situa\u00e7\u00e3o do povo, porque eles n\u00e3o t\u00eam como sair do territ\u00f3rio e ir para outro lugar\u201d, diz Alessandra.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO lugar \u00e9 nosso. Porque precisamos dar nosso espa\u00e7o para empresas, garimpo, minera\u00e7\u00e3o, hidrel\u00e9tricas, ferrovias? Porque que a carne do \u00edndio \u00e9 mais barata? \u00c9 como se n\u00f3s n\u00e3o exist\u00edssemos. Que progresso \u00e9 esse que mata rios, florestas e expulsa os povos?\u201d, indaga.<\/p>\n<h2>Rastro do garimpo<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=148821:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/et0dS0BLAx9l0eCFRzzRB9se0L0=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/operacao_verde_brasil_17_abr_200920195931.jpeg?itok=_YZElreH\" alt=\"A 17\u00aa Brigada de Infantaria de Selva, com a participa\u00e7\u00e3o de \u00d3rg\u00e3os Estaduais e Federais, no contexto da Opera\u00e7\u00e3o (Op) de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) VERDE BRASIL\/17, realizou a\u00e7\u00e3o repressiva contra garimpos ilegais na regi\u00e3o da Unidade de\" title=\"Divulga\u00e7\u00e3o\/Ministerio da Defesa\"><br \/>\n        <noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/et0dS0BLAx9l0eCFRzzRB9se0L0=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/operacao_verde_brasil_17_abr_200920195931.jpeg?itok=_YZElreH\" alt=\"A 17\u00aa Brigada de Infantaria de Selva, com a participa\u00e7\u00e3o de \u00d3rg\u00e3os Estaduais e Federais, no contexto da Opera\u00e7\u00e3o (Op) de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) VERDE BRASIL\/17, realizou a\u00e7\u00e3o repressiva contra garimpos ilegais na regi\u00e3o da Unidade de\" title=\"Divulga\u00e7\u00e3o\/Ministerio da Defesa\"><\/noscript><br \/>\n    <!-- END scald=148821 --><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">\u00a0Os impactos negativos do garimpo n\u00e3o decorrem apenas da extra\u00e7\u00e3o ilegal, segundo an\u00e1lise da Climate Policy Initiative.\u00a0<strong>Foto\u00a0Divulga\u00e7\u00e3o\/Minist\u00e9rio da Defesa<\/strong><!--END copyright=148821--><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Cerca de 92% da \u00e1rea garimpada legal ou ilegal no Brasil se concentra na Amaz\u00f4nia, segundo dados do <a href=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/09\/MapBiomas-FACT_Mineracao_21.09.pdf\" target=\"_blank\">MapBiomas<\/a>. A estimativa \u00e9 que 85% dos garimpos no pa\u00eds se dedicam \u00e0 extra\u00e7\u00e3o de ouro.<\/strong><\/p>\n<p>O \u00edndice alto de ilegalidade no setor traz impactos socioambientais para al\u00e9m da contamina\u00e7\u00e3o por merc\u00fario: desmatamento, viol\u00eancia, conflito com povos tradicionais trabalho escravo, sonega\u00e7\u00e3o de impostos e evas\u00e3o de divisas.<\/p>\n<p>Estudo divulgado esta semana pelo <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/lavagem-de-ouro-greenpeace-brasil-denuncia-fraudes-em-permissoes-de-garimpo-na-amazonia-e-revela-esquema-bilionario\/\" target=\"_blank\">Greenpeace<\/a> mostra como Permiss\u00f5es de Lavra Garimpeira (PLGs) s\u00e3o usadas para venda de ouro extra\u00eddo ilegalmente da Amaz\u00f4nia, com impactos em terras ind\u00edgenas e \u00e1reas protegidas. A estrat\u00e9gia permite escapar do licenciamento ambiental mais rigoroso e das regras da minera\u00e7\u00e3o industrial, al\u00e9m de facilitar a lavagem de ouro.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, os impactos negativos do garimpo n\u00e3o decorrem apenas da extra\u00e7\u00e3o ilegal, segundo an\u00e1lise da Climate Policy Initiative. A atividade \u00e9 regulamentada no Brasil principalmente pelo C\u00f3digo de Minera\u00e7\u00e3o, pela <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l7805.htm\" target=\"_blank\">Lei n\u00ba 7.805\/1989<\/a> e por normas da Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o (ANM).<\/p>\n<p>Para os analistas, flexibiliza\u00e7\u00f5es indevidas do licenciamento ambiental em \u00e2mbito estadual e falta de transpar\u00eancia para implementar salvaguardas socioambientais enfraquecem o controle da atividade.<\/p>\n<p>A promotora do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado do Par\u00e1 (MPPA), Eliane Moreira, refor\u00e7a a responsabilidade dos entes p\u00fablicos de todos os n\u00edveis no ciclo que envolve o garimpo e a contamina\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas por merc\u00fario.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cEssa grande contamina\u00e7\u00e3o de merc\u00fario acontece a partir de um licenciamento bastante fr\u00e1gil. Em munic\u00edpios com baixo \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH), n\u00e3o h\u00e1 estrutura institucional para uma fiscaliza\u00e7\u00e3o suficiente e existe um ambiente prop\u00edcio para toda essa trag\u00e9dia\u201d, diz a procuradora.<\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mulheres gestantes da Terra Ind\u00edgena Munduruku, na regi\u00e3o do M\u00e9dio Tapaj\u00f3s, no Par\u00e1, t\u00eam merc\u00fario no corpo em n\u00edveis quatro vezes e meio acima do limite seguro estabelecido pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS). Nenhum organismo deveria possuir mais do que 2 microgramas do metal para cada grama de cabelo (\u00b5g\/g). 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