{"id":16451,"date":"2026-05-20T12:28:23","date_gmt":"2026-05-20T16:28:23","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/?p=16451"},"modified":"2026-05-20T12:28:23","modified_gmt":"2026-05-20T16:28:23","slug":"rj-9-em-cada-10-moradores-de-comunidades-reprovam-confrontos-armados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/?p=16451","title":{"rendered":"RJ: 9 em cada 10 moradores de comunidades reprovam confrontos armados"},"content":{"rendered":"<p><strong>Nove em cada dez moradores de comunidades fluminenses reprovam opera\u00e7\u00f5es policiais com confronto armado<\/strong>. E quase a totalidade das pessoas que vivem nos Complexos do Alem\u00e3o e da Penha, no conjunto de Favelas da Mar\u00e9, e na Rocinha\u00a0afirmam que essas a\u00e7\u00f5es n\u00e3o ajudam no aumento da seguran\u00e7a das fam\u00edlias.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1690075&#038;o=rss\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1690075&#038;o=rss\"><\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es fazem parte de um levantamento in\u00e9dito divulgado nesta quarta-feira (20), realizado por seis organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil. A\u00a0pesquisa\u00a0\u201c<strong><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/files\/pesquisa_por_que_moradores_de_favelas_aprovam_ou_reprovam_operacoes_policiais_com_confronto_armado_-compactado_compressed.pdf\" target=\"_blank\">Por que moradores de favelas aprovam ou reprovam opera\u00e7\u00f5es policiais com confronto armado?<\/a><\/strong>\u201d ouviu mais de quatro mil pessoas de forma presencial nos territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>O objetivo do estudo \u00e9 <strong>lan\u00e7ar luz sobre a viv\u00eancia e a opini\u00e3o dos principais atingidos pelo modelo atual de opera\u00e7\u00e3o policial<\/strong> <strong>centrado no enfrentamento b\u00e9lico<\/strong>, a partir das percep\u00e7\u00f5es e dos sentimentos dos moradores, al\u00e9m dos desejos de mudan\u00e7as.<\/p>\n<h2>Vida muda em dia de opera\u00e7\u00e3o\u00a0<\/h2>\n<p>Para o vice-presidente do Instituto Papo Reto, uma das organiza\u00e7\u00f5es participantes da\u00a0pesquisa, Thain\u00e3 de Medeiros, esses indicadores n\u00e3o s\u00e3o novidade para moradores de favelas, pois eles t\u00eam a vida diretamente afetada por opera\u00e7\u00f5es policiais.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cQuando o morador de favela est\u00e1 dentro\u00a0da sua casa, est\u00e1 se preparando para ir pro trabalho e tem uma opera\u00e7\u00e3o, ele precisa repensar o seu dia inteiro. Ele precisa justificar pro patr\u00e3o por que que ele n\u00e3o vai. Impedir que o filho dele v\u00e1 para a escola, se organizar para ficar com o filho dele dentro de casa.\u00a0Se organizar para n\u00e3o ir fazer compras no mercado, porque o seu direito de ir e vir, ele \u00e9 todo cerceado. <strong>E a gente percebeu isso na pesquisa: \u00e9, de longe, o maior medo do morador de favela \u00e9 ter o seu direito de ir e vir afetado<\/strong>.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Outros medos relatados por moradores s\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>o de <strong>ter a casa invadida<\/strong>, e<\/li>\n<li>o de <strong>ser baleado<\/strong>, lista Thain\u00e3.<\/li>\n<\/ul>\n<h2>&#8220;Morador paga conta que n\u00e3o \u00e9 dele&#8221;<\/h2>\n<p>Ele explica que a\u00a0pesquisa\u00a0usou as metodologias quanti e qualitativas e, durante os grupos focais, algumas frases de insatisfa\u00e7\u00e3o apareceram de forma mais incisiva. Foram enunciados como \u201cA vida para quando tem opera\u00e7\u00e3o\u201d e \u201cO morador paga uma conta que n\u00e3o \u00e9 dele\u201d.<\/p>\n<p>O vice-presidente do Instituto Papo Reto refor\u00e7a a import\u00e2ncia de se ouvir quem vive nas favelas:<\/p>\n<p>\u201c<strong>Surpreende que essas frases e esses n\u00fameros eles aparecem, inclusive, na popula\u00e7\u00e3o que concorda com as opera\u00e7\u00f5es policiais<\/strong>. Voc\u00ea vai ouvir essas popula\u00e7\u00f5es, eles falam: \u2018Olha, eu concordo com a opera\u00e7\u00e3o policial, mas a pol\u00edcia comete excesso. Eu concordo com a pol\u00edcia&#8230; com a opera\u00e7\u00e3o policial, mas n\u00e3o me sinto mais seguro. \u00c9, concordo com a opera\u00e7\u00e3o policial, mas isso n\u00e3o traz seguran\u00e7a para a comunidade\u2019. Ou seja, n\u00e3o basta entender se a pessoa concorda ou n\u00e3o concorda, \u00e9 importante ouvi-la mais. A favela, ela precisa ser ouvida. A\u00a0favela n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um n\u00famero, a favela \u00e9 mais do que um n\u00famero.\u201d<\/p>\n<p>O resultado da\u00a0pesquisa\u00a0alerta para <strong>a discuss\u00e3o de alternativas de seguran\u00e7a p\u00fablica que n\u00e3o se resumam a conflitos e confrontos violentos<\/strong>, e que as solu\u00e7\u00f5es passem pelo processo de escuta da popula\u00e7\u00e3o afetada.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>O levantamento foi realizado pelas organiza\u00e7\u00f5es Fala Ro\u00e7a, Frente Penha, Instituto Papo Reto, Instituto Ra\u00edzes em Movimento, Redes da Mar\u00e9 e A Rocinha Resiste, que t\u00eam atua\u00e7\u00e3o direta nos territ\u00f3rios\u00a0pesquisados.<\/p>\n<p>  <span class=\"hms hms-format-m-ss\">3:19<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nove em cada dez moradores de comunidades fluminenses reprovam opera\u00e7\u00f5es policiais com confronto armado. 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