{"id":14408,"date":"2026-03-31T17:27:55","date_gmt":"2026-03-31T21:27:55","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/?p=14408"},"modified":"2026-03-31T17:27:55","modified_gmt":"2026-03-31T21:27:55","slug":"fatores-sociais-empurram-familias-para-ultraprocessados-diz-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/?p=14408","title":{"rendered":"Fatores sociais empurram fam\u00edlias para ultraprocessados, diz pesquisa"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p><a class=\"\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2026-03\/fatores-sociais-empurram-familias-para-ultraprocessados-diz-pesquisa\"><br \/>\n                    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.jsdelivr.net\/gh\/sergiosdlima\/assets-ebc@1.0.0\/abr\/assets\/images\/logo-agenciabrasil.svg\" alt=\"Logo Ag\u00eancia Brasil\"><br \/>\n\t\t\t\t<\/a><\/p>\n<p>A sobrecarga materna, o pre\u00e7o atraente e at\u00e9 componentes afetivos s\u00e3o alguns dos fatores sociais que impulsionam o consumo de alimentos ultraprocessados por crian\u00e7as em comunidades urbanas de diferentes cidades brasileiras, segundo pesquisa divulgada nesta ter\u00e7a-feira (31) pelo\u00a0Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1684236&#038;o=rss\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1684236&#038;o=rss\"><\/p>\n<p>O estudo entrevistou cerca de 600 fam\u00edlias de tr\u00eas comunidades urbanas do pa\u00eds: Guam\u00e1, em Bel\u00e9m (PA);\u00a0Ibura, em Recife (PE);\u00a0e Pavuna, no Rio de Janeiro (RJ).\u00a0<\/p>\n<\/p>\n<h3>Not\u00edcias relacionadas:<\/h3>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2026-03\/caminhos-da-reportagem-aborda-riscos-do-consumo-de-ultraprocessados\">Caminhos da Reportagem aborda riscos do consumo de ultraprocessados.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2026-03\/trabalhadores-consideram-ultraprocessados-um-risco-saude\">Trabalhadores consideram ultraprocessados um risco \u00e0 sa\u00fade.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2025-11\/ultraprocessados-ja-sao-quase-um-quarto-da-alimentacao-dos-brasileiros\">Ultraprocessados j\u00e1 s\u00e3o quase um quarto da alimenta\u00e7\u00e3o dos brasileiros.<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Apesar de 84% dos entrevistados se considerarem muito preocupados em oferecer uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel para suas fam\u00edlias, em metade dos lares os alimentos ultraprocessados faziam parte do lanche das crian\u00e7as. Al\u00e9m disso, em um a cada quatro, algum desses produtos\u00a0estava no caf\u00e9 da manh\u00e3.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.whatsapp.com\/channel\/0029VaoRTgrInlqYLSk59B2M\" target=\"_blank\">>> Siga o canal da <strong>Ag\u00eancia Brasil <\/strong>no WhatsApp<\/a><\/p>\n<p><strong>Os produtos ultraprocessados mais presentes nas casas foram iogurte com sabor, embutidos, biscoito recheado, refrigerante e macarr\u00e3o instant\u00e2neo.<\/strong><\/p>\n<h2>O que s\u00e3o ultraprocessados?<\/h2>\n<p>Os ultraprocessados s\u00e3o produtos aliment\u00edcios de origem industrial, resultantes da mistura de ingredientes naturais com aditivos qu\u00edmicos, como corantes, aromatizantes e emulsificantes. Isso permite a fabrica\u00e7\u00e3o de produtos de baixo custo, longa durabilidade e com sabores intensos, que viciam o paladar.\u00a0<\/p>\n<p>Evid\u00eancias cient\u00edficas mostram que o seu consumo aumenta o risco de doen\u00e7as como obesidade, diabetes, problemas card\u00edacos, depress\u00e3o e c\u00e2ncer.\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=326011:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/PNKCMukrF8bOcXcEiRmIBBeZgtw=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/a62278f0-f4eb-4e70-91e4-5fb065fe9a45.jpg?itok=FAm0XC82\" alt=\"Bras\u00edlia (DF) - Novas regras para fabrica\u00e7\u00e3o de presunto entram em vigor em maio. Foto: MAPA\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"MAPA\/Divulga\u00e7\u00e3o\"><br \/>\n        <noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/PNKCMukrF8bOcXcEiRmIBBeZgtw=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/a62278f0-f4eb-4e70-91e4-5fb065fe9a45.jpg?itok=FAm0XC82\" alt=\"Bras\u00edlia (DF) - Novas regras para fabrica\u00e7\u00e3o de presunto entram em vigor em maio. Foto: MAPA\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"MAPA\/Divulga\u00e7\u00e3o\"><\/noscript><br \/>\n    <!-- END scald=326011 --><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<h6 class=\"meta\"><!--copyright=326011-->Embutidos como presunto s\u00e3o considerados ultraprocessados\u00a0Foto: MAPA\/Divulga\u00e7\u00e3o &#8211; <strong>MAPA\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><!--END copyright=326011--><\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>Sobrecarga materna<\/h2>\n<p>Nas fam\u00edlias ouvidas pela pesquisa, 87% das m\u00e3es exerceram a tarefa de comprar e servir o alimento \u00e0s crian\u00e7as, e 82% delas tamb\u00e9m foram respons\u00e1veis pela prepara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>J\u00e1 entre os pais, apenas 40% comprou alimentos, enquanto 27% cozinharam e 31% ofereceram a comida \u00e0s crian\u00e7as da casa.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A oficial de Sa\u00fade e Nutri\u00e7\u00e3o do Unicef no Brasil, Stephanie Amaral, ressalta a sobrecarga das mulheres nos cuidados com a alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;Muitas m\u00e3es fazem isso sozinhas, al\u00e9m de trabalhar fora. \u00c9 uma sobrecarga que acaba fazendo com que a praticidade dos alimentos ultraprocessados pese muito mais&#8221;.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Desconhecimento<\/h2>\n<p>Outro ponto destacado pela pesquisa \u00e9 o desconhecimento\u00a0sobre os produtos ultraprocessados. Muitos alimentos que se enquadram nessa categoria\u00a0foram apontados como saud\u00e1veis pela maioria dos entrevistados, como os iogurtes com sabor e os nuggets de frango fritos na <em>airfryer<\/em>.\u00a0<\/p>\n<p>A nova rotulagem frontal dos produtos, que traz avisos quando eles t\u00eam grande concentra\u00e7\u00e3o de s\u00f3dio, a\u00e7\u00facar e gorduras saturadas tamb\u00e9m n\u00e3o cumpre seu papel de forma integral: 26% dos entrevistados disseram n\u00e3o saber o que esses avisos significam.<\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m disso, 55% dos entrevistados nunca observam os avisos de alto teor no r\u00f3tulo dos alimentos, e 62% admitem que nunca deixaram de comprar algum produto por causa deles.<\/strong>\u00a0<\/p>\n<h2>Pre\u00e7o baixo<\/h2>\n<p>A percep\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o tamb\u00e9m pode influenciar no consumo. <strong>A maioria das fam\u00edlias (67%) considera que os sucos de caixinha, salgadinhos e refrigerantes s\u00e3o baratos.<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 legumes e verduras s\u00e3o considerados caros por 68% delas, propor\u00e7\u00e3o que sobe para 76% no caso das frutas e 94% no das carnes.<\/p>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m fizeram entrevistas aprofundadas com algumas fam\u00edlias e identificaram ainda um componente afetivo.<\/p>\n<p>&#8220;Essas pessoas n\u00e3o tinham dinheiro para comprar os alimentos que elas queriam quando eram crian\u00e7as, ent\u00e3o agora elas se sentem felizes por poder comprar o que a crian\u00e7a quer comer. E a\u00ed esses alimentos ultraprocessados, ainda mais aqueles com desenhos e personagens, s\u00e3o associados a uma inf\u00e2ncia feliz&#8221;, explica Stephanie Amaral.\u00a0<\/p>\n<p>A oficial de Sa\u00fade e Nutri\u00e7\u00e3o do Unicef destaca ainda que \u00e9 mais dif\u00edcil controlar o consumo no caso dos ultraprocessados, porque os danos que eles causam \u00e0 sa\u00fade s\u00e3o cumulativos e n\u00e3o imediatos. Mesmo assim, ela acredita que as escolas podem contribuir de forma essencial:\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;As fam\u00edlias mostram uma confian\u00e7a muito grande na alimenta\u00e7\u00e3o escolar, o que mostra como as escolas s\u00e3o importantes em oferecer o alimento saud\u00e1vel, mas tamb\u00e9m em promover essa alimenta\u00e7\u00e3o para as fam\u00edlias&#8221;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=318923:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/bAt_dEoRA3wjYnSqCsrZOYAs_H0=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/merenda_escolar.jpg?itok=PGIoxZv5\" alt=\"Merenda escolar -  Minist\u00e9rio do Desenvolvimento e Assist\u00eancia Social, Fam\u00edlia e Combate \u00e0 Fome\" title=\"Sergio Amaral\/Minist\u00e9rio do Desenvolvimento e Assist\u00eancia Social\"><br \/>\n        <noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/bAt_dEoRA3wjYnSqCsrZOYAs_H0=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/merenda_escolar.jpg?itok=PGIoxZv5\" alt=\"Merenda escolar -  Minist\u00e9rio do Desenvolvimento e Assist\u00eancia Social, Fam\u00edlia e Combate \u00e0 Fome\" title=\"Sergio Amaral\/Minist\u00e9rio do Desenvolvimento e Assist\u00eancia Social\"><\/noscript><br \/>\n    <!-- END scald=318923 --><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<h6 class=\"meta\"><!--copyright=318923-->Merenda escolar \u00e9 essencial para acesso \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel\u00a0&#8211; <strong>Sergio Amaral\/Minist\u00e9rio do Desenvolvimento e Assist\u00eancia Social, Fam\u00edlia e Combate \u00e0 Fome\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><!--END copyright=318923--><\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>Recomenda\u00e7\u00f5es do estudo<\/h2>\n<p><strong>Fortalecer a regula\u00e7\u00e3o de alimentos ultraprocessados: <\/strong>avan\u00e7ar na regula\u00e7\u00e3o da publicidade infantil, na tributa\u00e7\u00e3o de ultraprocessados e na promo\u00e7\u00e3o de ambientes escolares saud\u00e1veis, reduzindo a exposi\u00e7\u00e3o e o consumo desses produtos<\/p>\n<p><strong>Expandir creches e escolas em tempo integral:<\/strong> a amplia\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o infantil e da jornada escolar fortalece redes de apoio \u00e0s fam\u00edlias, reduz sobrecargas, especialmente sobre as mulheres, e contribui para a prote\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos saud\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong>Fortalecer a orienta\u00e7\u00e3o alimentar nos servi\u00e7os de sa\u00fade:<\/strong> ampliar o aconselhamento alimentar, desde a gesta\u00e7\u00e3o, de forma a promover informa\u00e7\u00e3o de qualidade, \u00a0evitar a introdu\u00e7\u00e3o precoce de ultraprocessados e influenciar a ado\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos saud\u00e1veis desde o in\u00edcio da vida.<\/p>\n<p><strong>Apoiar iniciativas e lideran\u00e7as comunit\u00e1rias: <\/strong>fortalecer a\u00e7\u00f5es locais \u2014 como hortas, feiras, atividades esportivas e redes de apoio \u2014 amplia o acesso a alimentos saud\u00e1veis e incentiva pr\u00e1ticas de atividade f\u00edsica nos territ\u00f3rios.<\/p>\n<p><strong>Ampliar a compreens\u00e3o e o uso da rotulagem frontal:<\/strong>\u00a0promover campanhas e a\u00e7\u00f5es educativas que expliquem, de forma clara, o significado da rotulagem e seu uso no dia a dia e acompanhar a efetividade da rotulagem frontal, considerando seus crit\u00e9rios nutricionais e formato dos alertas.<\/p>\n<p><strong>Investir em comunica\u00e7\u00e3o para mudan\u00e7a de comportamento:<\/strong> estrat\u00e9gias de comunica\u00e7\u00e3o devem considerar a realidade das fam\u00edlias, usar linguagem simples e abordar desafios pr\u00e1ticos, como identificar \u201cfalsos saud\u00e1veis\u201d e melhorar formas de preparo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A sobrecarga materna, o pre\u00e7o atraente e at\u00e9 componentes afetivos s\u00e3o alguns dos fatores sociais que impulsionam o consumo de alimentos ultraprocessados por crian\u00e7as em comunidades urbanas de diferentes cidades brasileiras, segundo pesquisa divulgada nesta ter\u00e7a-feira (31) pelo\u00a0Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef). 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