{"id":13981,"date":"2026-03-15T13:35:02","date_gmt":"2026-03-15T17:35:02","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/?p=13981"},"modified":"2026-03-15T13:35:02","modified_gmt":"2026-03-15T17:35:02","slug":"judocas-brasileiras-superam-preconceito-e-inspiram-jovens-atletas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/?p=13981","title":{"rendered":"Judocas brasileiras superam preconceito e inspiram jovens atletas"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p><a class=\"\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2026-03\/judocas-brasileiras-superam-preconceito-e-inspiram-jovens-atletas\"><br \/>\n                    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.jsdelivr.net\/gh\/sergiosdlima\/assets-ebc@1.0.0\/abr\/assets\/images\/logo-agenciabrasil.svg\" alt=\"Logo Ag\u00eancia Brasil\"><br \/>\n\t\t\t\t<\/a><\/p>\n<p>\u201cQuando eu comecei a fazer esses eventos, eu via que eu n\u00e3o podia parar, porque atrav\u00e9s da minha hist\u00f3ria, da minha conquista ali, da minha medalha, eu estava inspirando outras gera\u00e7\u00f5es\u201d.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1681918&#038;o=rss\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1681918&#038;o=rss\"><\/p>\n<p>A fala \u00e9 da judoca brasileira Rafaela Silva (\u00e0 direita, no destaque) que, juntamente com J\u00e9ssica Pereira, ambas da sele\u00e7\u00e3o brasileira de jud\u00f4, participaram de evento sobre equidade de g\u00eanero e desenvolvimento social, por ocasi\u00e3o do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de mar\u00e7o.\u00a0<\/p>\n<\/p>\n<h3>Not\u00edcias relacionadas:<\/h3>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/esportes\/noticia\/2025-05\/brasileiras-garantem-tr%C3%AAs-bronzes-em-1o-dia-de-grand-slam-de-judo\">Brasileiras garantem tr\u00eas bronzes em 1\u00ba dia de Grand Slam de Jud\u00f4.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/esportes\/noticia\/2026-03\/rafaela-silva-e-ouro-e-cargnin-bronze-no-grand-prix-de-judo-da-austria\">Rafaela Silva \u00e9 ouro e Cargnin bronze no Grand Prix de jud\u00f4 da \u00c1ustria.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/esportes\/noticia\/2023-08\/jessica-pereira-e-willian-lima-faturam-ouro-em-gp-de-judo-na-croacia\">J\u00e9ssica Pereira e Willian Lima faturam ouro em GP de Jud\u00f4 na Cro\u00e1cia.<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Na modera\u00e7\u00e3o, que ocorreu na \u00faltima quinta-feira (12), no\u00a0Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), as atletas\u00a0debateram sobre carreira, dificuldades de se manter em um esporte de alto rendimento, e preconceitos sociais e de g\u00eanero que enfrentaram durante a trajet\u00f3ria.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Atualmente com 28 medalhas ol\u00edmpicas, o jud\u00f4 \u00e9 o esporte que mais rendeu p\u00f3dios ao Brasil na competi\u00e7\u00e3o. Das cinco medalhas de ouro, tr\u00eas s\u00e3o de atletas femininas: Sarah Menezes (2012), Rafaela Silva (2016) e Beatriz Souza (2024).\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A conversa foi mediada pela gerente de comunica\u00e7\u00e3o da Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Jud\u00f4 (CBJ), Camila Dantas (\u00e0 esquerda, na foto em destaque).\u00a0<\/p>\n<h2>Presen\u00e7a Feminina<\/h2>\n<p>Aos 33 anos, Rafaela conta que conheceu o jud\u00f4 aos 5, atrav\u00e9s de um projeto social perto da sua casa, ent\u00e3o na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro. Depois de n\u00e3o se sentir acolhida nas aulas de futebol, onde era a \u00fanica menina do grupo, ela observou que no jud\u00f4 as crian\u00e7as se divertiam juntas independentemente do g\u00eanero.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>J\u00e9ssica Pereira, de 31 anos, \u00e9 tricampe\u00e3 pan-americana e hepta campe\u00e3 brasileira. Ela conta que iniciou sua vida no esporte aos 7 anos como uma forma de fugir da viol\u00eancia, na Ilha do Governador, perto do Morro do Dend\u00ea. Ela explica que foi a m\u00e3e que a matriculou, juntamente com outros cinco irm\u00e3os no jud\u00f4, para ocupar as crian\u00e7as durante o dia.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cQuando eu recebo uma mensagem no Instagram dizendo que eu sou uma inspira\u00e7\u00e3o ou uma crian\u00e7a dizendo assim: &#8216;Ah, eu entrei no jud\u00f4 porque eu te vi lutar&#8217;. Esses momentos s\u00e3o muito gratificantes, e a gente sabe que serve como inspira\u00e7\u00e3o pra nova juventude que t\u00e1 vindo a\u00ed.\u201d\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Rafaela Silva conta que quando come\u00e7ou na sele\u00e7\u00e3o brasileira, em 2008, os treinos no Jap\u00e3o eram reservados apenas para os homens, j\u00e1 que a confedera\u00e7\u00e3o n\u00e3o acreditava que elas tinham n\u00edvel para treinar no pa\u00eds onde o esporte surgiu. Segundo a atleta, este cen\u00e1rio que mudou com o tempo.<\/p>\n<p>\u201cO jud\u00f4 feminino \u00e9 igual o masculino. A gente luta o mesmo tempo de luta, a gente recebe a mesma premia\u00e7\u00e3o, a gente tem as mesmas oportunidades e as pessoas ainda t\u00eam essa vis\u00e3o, n\u00e9?\u201d, acrescentou.\u00a0<\/p>\n<h2>Desafios e conquistas<\/h2>\n<p>Rafaela lembra que, durante sua trajet\u00f3ria, lidou com olhares tortos e desconfian\u00e7a por ser uma atleta mulher. O preconceito partia tanto de familiares quanto nas competi\u00e7\u00f5es internacionais.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cV\u00e1rias tias nossas falavam: &#8216;N\u00e3o, mas isso da\u00ed \u00e9 neg\u00f3cio de homem, ficar se agarrando, ficar se batendo l\u00e1&#8217;. At\u00e9 que elas come\u00e7aram a entender um pouco da nossa hist\u00f3ria dentro da modalidade e mudaram essa vis\u00e3o.\u201d\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Mesmo diante de desafios, as conquistas da categoria feminina do jud\u00f4 s\u00e3o muitas. A ex-judoca Mayra Aguiar, por exemplo, \u00e9 a maior medalhista brasileira do esporte. Foram tr\u00eas medalhas ol\u00edmpicas de bronze em duas competi\u00e7\u00f5es: Londres 2012 e T\u00f3quio 2020.<\/p>\n<p><strong>Ela tamb\u00e9m foi a primeira mulher brasileira a conquistar tr\u00eas medalhas ol\u00edmpicas em esportes individuais, e hoje divide a conquista com a ginasta Rebeca Andrade.<\/strong><\/p>\n<h2>Federa\u00e7\u00e3o internacional<\/h2>\n<p>A Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Jud\u00f4 tem trabalhado para o desenvolvimento da categoria feminina. No campeonato mundial de 2017, foi inaugurada a competi\u00e7\u00e3o por equipes mistas, que mescla homens das categorias 73 kg, 90 kg e +90 kg com mulheres do 57 kg, 70 kg, +70 kg.<\/p>\n<p><strong>Antes disso, a competi\u00e7\u00e3o por equipes era separada por g\u00eanero, e a mudan\u00e7a for\u00e7ou pa\u00edses de tradi\u00e7\u00e3o na modalidade, como Ge\u00f3rgia, Azerbaij\u00e3o e Uzbequist\u00e3o a investirem na forma\u00e7\u00e3o e profissionaliza\u00e7\u00e3o de atletas mulheres.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>De olho nas Olimp\u00edadas de 2028 em Los Angeles, Rafaela Silva j\u00e1 notou a presen\u00e7a de mais atletas femininas nas competi\u00e7\u00f5es, e conta que aos 33 anos n\u00e3o tem planos de parar de se aposentar.\u00a0<\/p>\n<p><em>*Estagi\u00e1ria sob supervis\u00e3o da jornalista Mariana Tokarnia.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cQuando eu comecei a fazer esses eventos, eu via que eu n\u00e3o podia parar, porque atrav\u00e9s da minha hist\u00f3ria, da minha conquista ali, da minha medalha, eu estava inspirando outras gera\u00e7\u00f5es\u201d. 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