{"id":12178,"date":"2026-02-05T07:27:56","date_gmt":"2026-02-05T11:27:56","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/?p=12178"},"modified":"2026-02-05T07:27:56","modified_gmt":"2026-02-05T11:27:56","slug":"cartilha-une-saberes-de-terreiros-e-prevencao-do-cancer-em-negras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/?p=12178","title":{"rendered":"Cartilha une saberes de terreiros e preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer em negras"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p><a class=\"\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2026-02\/cartilha-une-saberes-de-terreiros-e-prevencao-do-cancer-em-negras\"><br \/>\n                    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.jsdelivr.net\/gh\/sergiosdlima\/assets-ebc@1.0.0\/abr\/assets\/images\/logo-agenciabrasil.svg\" alt=\"Logo Ag\u00eancia Brasil\"><br \/>\n\t\t\t\t<\/a><\/p>\n<p>O Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca) lan\u00e7ou a cartilha <em>Sa\u00fade com Ax\u00e9: mulheres negras e preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer<\/em>. O livro, <a href=\"https:\/\/ninho.inca.gov.br\/jspui\/handle\/123456789\/17888\" target=\"_blank\">dispon\u00edvel na internet<\/a>, explica quais s\u00e3o os tipos de c\u00e2nceres mais frequentes entre o g\u00eanero feminino negro e quais h\u00e1bitos di\u00e1rios podem aumentar ou diminuir as chances de ter a doen\u00e7a. O material tamb\u00e9m explica como o racismo e o racismo religioso contra praticantes de religi\u00f5es afro podem dificultar o acesso ao diagn\u00f3stico e ao tratamento.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1677102&#038;o=rss\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1677102&#038;o=rss\"><\/p>\n<p>Com imagens de mulheres e fam\u00edlias negras em destaque e refer\u00eancias \u00e0 mitologia iorub\u00e1, a cartilha do Inca, em forma de conversa, destaca, por exemplo, o poder da amamenta\u00e7\u00e3o na preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer de mama. O material tamb\u00e9m indica sinais de alerta para o c\u00e2ncer de intestino e explica sobre a transmiss\u00e3o do c\u00e2ncer de colo de \u00fatero, que ocorre pela via sexual.<\/p>\n<\/p>\n<h3>Not\u00edcias relacionadas:<\/h3>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2026-02\/brasil-deve-ter-781-mil-novos-casos-de-cancer-por-ano-ate-2028\">Brasil deve ter 781 mil novos casos de c\u00e2ncer por ano at\u00e9 2028.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2026-01\/casos-de-cancer-de-pele-saltam-de-4-mil-para-mais-de-72-mil-em-10-anos\">Casos de c\u00e2ncer de pele saltam de 4 mil para mais de 72 mil em 10 anos.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2025-11\/inca-ganha-primeiro-centro-de-treinamento-em-cirugia-robotica-do-sus\">Inca ganha primeiro centro de treinamento em cirurgia rob\u00f3tica do SUS.<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>As figuras das yab\u00e1s, as orix\u00e1s femininas, s\u00e3o apresentadas como refer\u00eancia para inspirar o autocuidado e uma vida plena. Assim, a cartilha incentiva tamb\u00e9m h\u00e1bitos saud\u00e1veis, al\u00e9m de lembrar da necessidade de fazer os exames peri\u00f3dicos. <strong>A detec\u00e7\u00e3o precoce ainda \u00e9 a principal forma de combater o c\u00e2ncer.<\/strong> No material, as mulheres encontram os principais exames para cada fase da vida.<\/p>\n<p>Elaborada para circular nos terreiros, a cartilha foi escrita por pesquisadoras do Inca como um dos resultados da pesquisa Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade e Preven\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer em Mulheres Negras, realizada entre 2023 e 2025, junto com mulheres das casas de candombl\u00e9 Il\u00ea Ax\u00e9 Ob\u00e1 Lab\u00ed e do Il\u00ea Ax\u00e9 Egb\u00e9 Iyalod\u00ea Oxum Kar\u00ea Ad\u00ea Omi Ar\u00f4. A primeira fica em Pedra de Guaratiba, na zona sudoeste do Rio de Janeiro e a segunda, em Nova Igua\u00e7u, na Baixada Fluminense.<\/p>\n<p><strong>Na cartilha, \u00e9 explicado ainda como racismo pode aumentar o risco de adoecer, dificultar o acesso aos servi\u00e7os e ao tratamento, por exemplo, por conta do mito de que mulheres negras aguentam mais a dor que as demais.<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 outras formas de discrimina\u00e7\u00e3o que afastam esse p\u00fablico dos servi\u00e7os de sa\u00fade, explica Iy\u00e1 Katiusca de Yemanj\u00e1, do terreiro Ob\u00e1 Lab\u00ed, que participou da reda\u00e7\u00e3o da cartilha.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Na cl\u00ednica da fam\u00edlia onde a gente \u00e9 atendida, quando a gente pede pra ser nomeada pelo nosso nome [da religi\u00e3o], a gente escuta provoca\u00e7\u00e3o: &#8216;de onde voc\u00ea tirou esse nome?&#8221;, reclama a Iy\u00e1.<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>Em Pedra de Guaratiba, ela lidera um programa de sa\u00fade popular e de acesso a direitos, aberto a toda comunidade, no terreiro de candombl\u00e9.<\/p>\n<p>&#8220;Os terreiros sempre promoveram a sa\u00fade&#8221;, lembra a sacerdote. &#8220;Temos os banhos [de ervas], as lavagens, os ch\u00e1s, o modo de viver, temos um cuidado especial com a sa\u00fade \u00edntima da mulher&#8221;, explica Katiusca de Yemanj\u00e1.\u00a0<\/p>\n<p><strong>&#8220;A gente entende o corpo por inteiro. Principalmente, das mulheres negras de periferia que acabam se cuidando menos, por causa da sobrecarga [de trabalho], ent\u00e3o, o que a gente faz \u00e9 fortalecer esse corpo para buscar os servi\u00e7os&#8221;, afirmou.<\/strong><\/p>\n<p>Coordenadora-geral da Rede Nacional de Religi\u00f5es Afro-brasileiras e Sa\u00fade (Renafro), M\u00e3e Nilce de Ians\u00e3 chama a aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m da discrimina\u00e7\u00e3o contra a indument\u00e1ria das pacientes nos atendimentos.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;Tem muitos casos de hospitais querendo que as pessoas tirem seus fios de conta para examinar o p\u00e9, a m\u00e3o, desnecessariamente. N\u00f3s n\u00e3o usamos os fios de conta como enfeite, mas como prote\u00e7\u00e3o&#8221;, explicou, acrescentando que \u201cse eu vou fazer uma consulta que o fio de conta n\u00e3o atrapalha em nada, tenho que permanecer com ele&#8221;.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Para a M\u00e3e Nilce, que se tratou de um c\u00e2ncer de pulm\u00e3o no pr\u00f3prio Inca, no Rio de Janeiro, o racismo religioso \u00e9 um determinante social na vida das mulheres negras, ou seja, uma condi\u00e7\u00e3o que vai al\u00e9m da gen\u00e9tica e tem a ver com o ambiente em que vivem.<\/p>\n<p><strong>Os saberes, rituais e pr\u00e1ticas religiosas ancestrais podem funcionar como apoio, tanto na promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade, levando informa\u00e7\u00f5es corretas, quanto no acolhimento daquelas mulheres diagnosticadas com a doen\u00e7a.<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Os terreiros s\u00e3o locais de acolhimento, cuidado e solidariedade, espa\u00e7os de cultura e de religiosidade afro-brasileira&#8221;, afirmam as autoras da cartilha do Inca. &#8220;Aproximar esse universo dos saberes t\u00e9cnicos pode nos ajudar a prevenir doen\u00e7as, como o c\u00e2ncer, e foi o di\u00e1logo proposto na cartilha&#8221;, completam.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca) lan\u00e7ou a cartilha Sa\u00fade com Ax\u00e9: mulheres negras e preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer. 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