{"id":11914,"date":"2026-01-31T04:27:01","date_gmt":"2026-01-31T08:27:01","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/?p=11914"},"modified":"2026-01-31T04:27:01","modified_gmt":"2026-01-31T08:27:01","slug":"dia-nacional-das-hqs-e-celebrado-neste-30-de-janeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/?p=11914","title":{"rendered":"Dia Nacional das HQs \u00e9 celebrado neste 30 de janeiro"},"content":{"rendered":"<p>Quem poderia prever que uma garotinha de personalidade forte e seu coelho azul atravessariam d\u00e9cadas marcando gera\u00e7\u00f5es? Ou que as maluquices de um menino com uma panela na cabe\u00e7a se tornariam inesquec\u00edveis? H\u00e1 quem sinta tanta inspira\u00e7\u00e3o a partir das hist\u00f3rias destes personagens que at\u00e9 sonha em acompanh\u00e1-los de perto.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1676510&#038;o=rss\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1676510&#038;o=rss\"><\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;Tio, eu queria falar uma curiosidade muito legal: que quando meu primo crescer, ele quer ser quadrinista.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Assim como a Helo\u00edsa, de 11 anos, muitos brasileiros se conectam com as hist\u00f3rias em quadrinhos a partir da inf\u00e2ncia, e mant\u00eam esse v\u00ednculo depois de adultos. \u00c9 o caso do estudante de administra\u00e7\u00e3o, Gabriel Britto. Ele conta que os gibis foram fundamentais para que aprendesse a ler.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;Meus pais me incentivavam a ler desde crian\u00e7a. Meu pai, ent\u00e3o, tinha uma cole\u00e7\u00e3o antiga de quadrinhos da Turma da M\u00f4nica e gibis de super-her\u00f3is tamb\u00e9m. Ent\u00e3o ele sempre me incentivou a ler. E hoje em dia essa paix\u00e3o ainda continua, porque eu sempre tive essa curiosidade de ler mais sobre personagens, de ler mais sobre esse mundo.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O Dia Nacional das Hist\u00f3rias em Quadrinhos, celebrado neste 30 de janeiro, refor\u00e7a a import\u00e2ncia de manter o h\u00e1bito da leitura. A data homenageia a primeira HQ publicada no Brasil, em 1869: &#8220;As Aventuras de Nh\u00f4-Quim ou Impress\u00f5es de uma Viagem \u00e0 Corte&#8221;, criada por \u00c2ngelo Agostini para a revista Vida Fluminense.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, as hist\u00f3rias em quadrinhos ganharam cada vez mais espa\u00e7o na cultura liter\u00e1ria nacional, sendo utilizadas, inclusive, para o aprendizado de crian\u00e7as nas escolas pelo pa\u00eds. A neuropsicopedagoga, Raquel Junqueira, explica os benef\u00edcios que esses materiais trazem para o desenvolvimento cognitivo das crian\u00e7as.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;A crian\u00e7a, ao ter contato com as hist\u00f3rias em quadrinhos, ela precisa olhar, ler, interpretar imagens, compreender as emo\u00e7\u00f5es, organizar a sequ\u00eancia dos fatos. Tudo isso acaba mobilizando a aten\u00e7\u00e3o, a mem\u00f3ria, a linguagem e, principalmente, as fun\u00e7\u00f5es executivas do c\u00e9rebro. As imagens ajudam muito na compreens\u00e3o do texto e acabam diminuindo a sobrecarga cognitiva, principalmente para quem ainda est\u00e1 se alfabetizando ou tem alguma dificuldade de aprendizado.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>As hist\u00f3rias geram uma sensa\u00e7\u00e3o de prazer ao c\u00e9rebro, que ativa seus sistemas de recompensa e associa o ato de ler como algo positivo, lembra Raquel Junqueira.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;Aos poucos, a crian\u00e7a passa a buscar a leitura de forma mais aut\u00f4noma. E principalmente aqui no Brasil, num pa\u00eds em que muitas pessoas n\u00e3o t\u00eam o costume de ler livros, os quadrinhos podem ser sim uma grande porta de entrada. Eles funcionam como uma ponte: primeiro a crian\u00e7a se encanta com a hist\u00f3ria, com os personagens, com a narrativa visual, e depois a crian\u00e7a vai ganhando repert\u00f3rio e seguran\u00e7a para avan\u00e7ar para textos mais longos e complexos.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica transp\u00f4s as HQs do papel para o ambiente digital, transformando tanto os processos de produ\u00e7\u00e3o quanto os h\u00e1bitos de consumo. Em plataformas de redes sociais, a leitura torna-se mais fragmentada e acelerada, ditada por algoritmos que privilegiam temas em alta. A quadrinista Hel\u00f4 D\u2019\u00c2ngelo aponta algumas diferen\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o ao p\u00fablico consumidor dos livros impressos.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;Eu sinto que eu n\u00e3o tenho muito tempo dentro do pr\u00f3prio quadrinho, dentro do pr\u00f3prio post, n\u00e9, que eu estou fazendo, para abordar temas muito complexos. Ent\u00e3o, geralmente nas redes sociais, o que que eu fa\u00e7o? Eu desmembro aquele tema. Ao inv\u00e9s de eu fazer um \u00fanico post que vai tratar do tema inteiro, eu fa\u00e7o pequenos posts, fa\u00e7o epis\u00f3dios, fa\u00e7o partes daquela narrativa para depois at\u00e9 juntar em livro, alguma coisa assim. \u00c9 muito dif\u00edcil voc\u00ea captar a aten\u00e7\u00e3o das pessoas nas redes sociais.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Para Hel\u00f4, al\u00e9m de um simples material de leitura, a HQ tamb\u00e9m \u00e9 uma porta de entrada para desenvolver o pensamento cr\u00edtico.<\/p>\n<p>Em um cen\u00e1rio em que mais da metade dos brasileiros n\u00e3o cultiva o h\u00e1bito da leitura \u2014 conforme dados de 2024 do Instituto Pr\u00f3-Livro \u2014 as hist\u00f3rias em quadrinhos continuam sendo uma alternativa para reverter esse quadro.<\/p>\n<p>*Sob supervis\u00e3o de F\u00e1bio Cardoso<\/p>\n<p>  <span class=\"hms hms-format-m-ss\">4:06<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem poderia prever que uma garotinha de personalidade forte e seu coelho azul atravessariam d\u00e9cadas marcando gera\u00e7\u00f5es? 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