{"id":11000,"date":"2026-01-10T22:30:16","date_gmt":"2026-01-11T02:30:16","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/?p=11000"},"modified":"2026-01-10T22:30:16","modified_gmt":"2026-01-11T02:30:16","slug":"empresariado-brasileiro-comemora-avanco-no-acordo-com-uniao-europeia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalregionalms.com.br\/?p=11000","title":{"rendered":"Empresariado brasileiro comemora avan\u00e7o no acordo com Uni\u00e3o Europeia"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p><a class=\"\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2026-01\/empresariado-brasileiro-comemora-avanco-no-acordo-com-uniao-europeia\"><br \/>\n                    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.jsdelivr.net\/gh\/sergiosdlima\/assets-ebc@1.0.0\/abr\/assets\/images\/logo-agenciabrasil.svg\" alt=\"Logo Ag\u00eancia Brasil\"><br \/>\n\t\t\t\t<\/a><\/p>\n<p>Entidades\u00a0empresariais brasileiras comemoraram <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/internacional\/noticia\/2026-01\/uniao-europeia-aprova-assinatura-de-acordo-comercial-com-mercosul\" target=\"_blank\">a aprova\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s 25 anos de negocia\u00e7\u00f5es, do acordo\u00a0de livre com\u00e9rcio do Mercosul com a Uni\u00e3o Europeia<\/a>. A proposta conseguiu, nesta sexta-feira (9), o aval do bloco europeu, onde era necess\u00e1ria a chancela de 15 dos 27 Estados-membros, que, al\u00e9m disso, precisavam representar ao menos 65% da popula\u00e7\u00e3o total do bloco.\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1674685&#038;o=rss\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1674685&#038;o=rss\"><\/p>\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) classificou o acordo como\u00a0um passo significativo para avan\u00e7ar na inser\u00e7\u00e3o internacional do Brasil e para o fortalecimento da ind\u00fastria nacional. Segundo a CNI, <strong>em 2024, quando o bloco europeu foi o destino de 14,3% das exporta\u00e7\u00f5es do pa\u00eds,\u00a0a cada R$ 1 bilh\u00e3o exportado do Brasil \u00e0 UE foram criados 21,8 mil empregos e movimentados R$ 441,7 milh\u00f5es em massa salarial e R$ 3,2 bilh\u00f5es em produ\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<\/p>\n<h3>Not\u00edcias relacionadas:<\/h3>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2026-01\/haddad-e-tebet-destacam-beneficios-para-brasil-com-acordo-ue-mercosul\">Haddad e Tebet destacam benef\u00edcios para Brasil com acordo UE-Mercosul.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/internacional\/noticia\/2026-01\/uniao-europeia-aprova-assinatura-de-acordo-comercial-com-mercosul\">Uni\u00e3o Europeia aprova assinatura de acordo comercial com Mercosul.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/internacional\/noticia\/2026-01\/lideres-europeus-comemoram-aprovacao-provisoria-de-acordo-ue-mercosul\">L\u00edderes europeus comemoram aprova\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria de Acordo UE-Mercosul.<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>\u201cA aprova\u00e7\u00e3o do acordo \u00e9 um passo decisivo e cria as condi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas necess\u00e1rias para avan\u00e7armos rumo \u00e0 assinatura. Esperamos que esse processo seja conclu\u00eddo o quanto antes, para que possamos transformar esse avan\u00e7o institucional em oportunidades concretas de com\u00e9rcio, investimentos e aumento da competitividade do pa\u00eds\u201d, avalia o presidente da CNI, Ricardo Alban.<\/p>\n<p>A CNI tamb\u00e9m v\u00ea\u00a0potencial de intensifica\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es comerciais e produtivas com pa\u00edses do Leste Europeu, como Rep\u00fablica Tcheca, Pol\u00f4nia e Rom\u00eania, &#8220;que possuem fluxos comerciais modestos com o Brasil, que podem ser ampliados de forma consistente, com destaque para ind\u00fastria, tecnologia e consumo interno&#8221;.<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria Qu\u00edmica (Abiquim) ressalta que o acordo \u00e9\u00a0um marco estrat\u00e9gico para a ind\u00fastria qu\u00edmica brasileira, ao ampliar o acesso a um dos maiores mercados consumidores do mundo, estimular investimentos, fortalecer a inova\u00e7\u00e3o e impulsionar uma agenda de sustentabilidade alinhada aos princ\u00edpios ESG.<\/p>\n<p>\u201cO acordo representa uma oportunidade concreta de reposicionar a ind\u00fastria qu\u00edmica brasileira em cadeias globais de maior valor agregado&#8221;,\u00a0afirma o presidente-executivo da Abiquim Andr\u00e9 Passos Cordeiro.<\/p>\n<p>Cordeiro acrescenta que o acordo cria um ambiente mais previs\u00edvel e moderno para investimentos, especialmente em \u00e1reas como bioeconomia, qu\u00edmica de base renov\u00e1vel e energia limpa.<\/p>\n<p>Para a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria El\u00e9trica e Eletr\u00f4nica (Abinee), a assinatura representa um marco essencial para o com\u00e9rcio internacional, em tempos marcados por turbul\u00eancia geopol\u00edtica e in\u00fameras crises, criando a maior zona de livre com\u00e9rcio do mundo.<\/p>\n<p><strong>O tratado, na proje\u00e7\u00e3o da associa\u00e7\u00e3o,\u00a0pode propiciar o aumento das exporta\u00e7\u00f5es do setor eletroeletr\u00f4nico para a Uni\u00e3o Europeia entre 25 e 30% no m\u00e9dio prazo<\/strong>, assim como permitir\u00e1 uma diversifica\u00e7\u00e3o dos fornecedores de insumos para a produ\u00e7\u00e3o industrial.<\/p>\n<p>A expectativa da Confedera\u00e7\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) \u00e9 de que o acordo abrir\u00e1\u00a0v\u00e1rias janelas de oportunidades para a economia brasileira. Para o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto,\u00a0o acordo \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o em que todos os pa\u00edses ganham e se fortalecem para enfrentar os desafios do cada vez mais competitivo do com\u00e9rcio internacional.<\/p>\n<p>\u201cO acordo \u00e9 uma vit\u00f3ria da diplomacia e do setor produtivo. Os pr\u00f3ximos passos at\u00e9 chegar \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o exigir\u00e3o di\u00e1logo entre os pa\u00edses para o benef\u00edcio de toda a sociedade\u201d, destaca.<\/p>\n<p>A CACB prev\u00ea a atra\u00e7\u00e3o de investimentos dos pa\u00edses europeus\u00a0no Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, com benef\u00edcios para todo o continente. &#8220;O cen\u00e1rio favorece n\u00e3o s\u00f3 o bloco, mas toda a Am\u00e9rica do Sul&#8221;.\u00a0<\/p>\n<h2>Fiesp, Firjan e Fiemg<\/h2>\n<p>A Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp)\u00a0demonstrou entusiasmo com o acordo, mesmo avaliando que o texto n\u00e3o \u00e9 perfeito.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cFoi o acordo poss\u00edvel para conciliar interesses de 31 pa\u00edses, em um cen\u00e1rio de transforma\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio internacional. A Fiesp participou ativamente das negocia\u00e7\u00f5es nas \u00faltimas d\u00e9cadas, com o objetivo principal de que o entendimento trouxesse valor real para as pessoas e para a ind\u00fastria brasileira\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Para a Fiesp, o acordo \u00e9 abrangente e mudar\u00e1 substancialmente a forma com que as empresas do Mercosul e da UE fazem neg\u00f3cios, importam, exportam e investem entre si.<\/p>\n<p>O presidente da entidade, Paulo Skaf, disse que o real trabalho come\u00e7a agora, porque ser\u00e1 necess\u00e1rio a todos inovar, melhorar a produtividade e buscar incessantemente a excel\u00eancia da porta para dentro das f\u00e1bricas, que j\u00e1 t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de competir com os europeus.<\/p>\n<p>\u201cE trabalharemos para assegurar a isonomia competitiva que permita ao empreendedor nacional prosperar e tirar o m\u00e1ximo proveito das oportunidades que o acordo oferece\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A\u00a0Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) tamb\u00e9m\u00a0comemorou que a aproxima\u00e7\u00e3o entre Mercosul e UE promover\u00e1 um significativo aumento da corrente de com\u00e9rcio, novos investimentos e crescimento do PIB industrial brasileiro, diversificando e ampliando parcerias em um cen\u00e1rio geopol\u00edtico marcado por tens\u00f5es.<\/p>\n<p>J\u00e1 a\u00a0Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), ainda que avalie o acordo de forma positiva, ressalta que o acordo deve ser analisado com cautela e aten\u00e7\u00e3o aos seus impactos sobre a ind\u00fastria.<\/p>\n<p>&#8220;Minas Gerais mant\u00e9m rela\u00e7\u00e3o comercial s\u00f3lida e superavit\u00e1ria com o bloco europeu, o que refor\u00e7a a import\u00e2ncia estrat\u00e9gica do acordo para o estado. Entre 2021 e 2025, as exporta\u00e7\u00f5es mineiras para a Uni\u00e3o Europeia somaram cerca de US$ 31,0 bilh\u00f5es, enquanto as importa\u00e7\u00f5es alcan\u00e7aram US$ 13,38 bilh\u00f5es, resultando em saldo positivo de US$ 17,62 bilh\u00f5es&#8221;.<\/p>\n<p>A federa\u00e7\u00e3o acredita que os benef\u00edcios ser\u00e3o principalmente para\u00a0setores como caf\u00e9, minera\u00e7\u00e3o, siderurgia, celulose e cadeias industriais integradas, como a automotiva e de autope\u00e7as. &#8220;Ao mesmo tempo, a\u00a0FIEMG\u00a0destaca a necessidade de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o do acordo, especialmente para segmentos mais sens\u00edveis \u00e0 concorr\u00eancia externa, al\u00e9m de atividades que dependem do cumprimento de exig\u00eancias sanit\u00e1rias e regulat\u00f3rias espec\u00edficas&#8221;.<\/p>\n<p>Para o presidente da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Estado de S\u00e3o Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, a aprova\u00e7\u00e3o do acordo bilateral \u00e9 um avan\u00e7o importante, ap\u00f3s mais de duas d\u00e9cadas de discuss\u00f5es e ajustes.<\/p>\n<p>Meirelles ressaltou que o tarifa\u00e7o imposto pelo governo americano refor\u00e7ou a import\u00e2ncia de acordos bilaterais que permitam uma maior capilaridade do com\u00e9rcio internacional brasileiro.\u00a0<\/p>\n<p>O presidente da Faesp\u00a0avaliou tamb\u00e9m que as salvaguardas impostas por pa\u00edses como It\u00e1lia e Fran\u00e7a n\u00e3o est\u00e3o erradas, pois pretendem proteger as cadeias produtivas locais. Na vis\u00e3o do presidente da Faesp, o governo brasileiro tamb\u00e9m deve ter essa preocupa\u00e7\u00e3o com o produtor.<\/p>\n<p>\u201cNo caso do leite em p\u00f3, h\u00e1 mais de um ano estamos denunciando a importa\u00e7\u00e3o desenfreada, comprometendo a cadeia do leite, sem que nenhuma posi\u00e7\u00e3o tenha sido tomada at\u00e9 ent\u00e3o. O governo brasileiro precisa ser parceiro do setor produtivo\u201d, afirmou.<\/p>\n<p><em>*Colaborou a rep\u00f3rter Fl\u00e1via Albuquerque<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entidades\u00a0empresariais brasileiras comemoraram a aprova\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s 25 anos de negocia\u00e7\u00f5es, do acordo\u00a0de livre com\u00e9rcio do Mercosul com a Uni\u00e3o Europeia. 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