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Deputado Motta diz que Câmara vai discutir mudanças no sistema eleitoral e novas regras para redes sociais

Por Jornal Regional MS
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Segundo o deputado, o novo sistema seria implementado a partir de 2034, passando por um modelo de transição

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou na manhã desta quarta-feira (28) que a Casa passará a discutir mudanças no sistema eleitoral brasileiro, com implementação prevista a partir de 2034.

De acordo com o deputado, a proposta busca adotar o sistema distrital misto em substituição ao modelo proporcional atual. No formato distrital misto, parte das vagas é preenchida por candidatos eleitos diretamente em seus distritos eleitorais, enquanto a outra parte segue a votação partidária.

“Nós caminharemos para fazer, ainda este ano, uma discussão e possível votação na Câmara dos Deputados sobre a mudança do nosso sistema eleitoral para o modelo distrital misto. A ideia tratada e decidida na manhã de hoje é buscar a efetivação desse sistema para o ano de 2034 e, até lá, construirmos uma transição”, afirmou Motta.

Segundo o parlamentar, embora a implementação definitiva ocorra em 2034, as eleições de 2030 já contariam com um modelo de transição, cujos detalhes ainda serão debatidos.

“Todas as grandes mudanças e melhorias no sistema eleitoral do nosso país sempre foram feitas a médio e longo prazo. Quando tentamos mudar de forma mais rápida para as eleições seguintes, a resistência sempre foi maior. Esse foi um posicionamento quase unânime entre os partidos representados”, ressaltou.

Motta fez a declaração durante coletiva de imprensa após reunião com presidentes e lideranças dos partidos que integram o bloco formado por União, PP, PSD, Republicanos, MDB, federação PSDB-Cidadania e Podemos.

Ainda de acordo com o presidente da Câmara, também serão discutidas, regras para as redes sociais durante o período eleitoral.

“Nós sabemos hoje que a propaganda eleitoral tem regras no que diz respeito ao material físico, às TV’s e às rádios. Nós entedemos que do ponto de vista das redes sociais, das plataformas, nós precisamos também ter regras claras que garanta paridade de armas. E, também, que tenhamos um sistema transparente e insonômico para que não tenhamos a possibilidade de nenhum partido de beneficiar do ponto de vista daquilo que nós não conhecemos sobre o que está sendo feito”, destacou Motta.

Fonte: R7