Política

Democracia na prática: pais levam filhos às urnas para ensinar sobre o voto

Por Jornal Regional MS
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No segundo turno das eleições, enquanto o Brasil escolhia seu próximo presidente, um público inusitado marcou presença nas seções eleitorais: crianças. Levadas por pais e responsáveis, elas puderam vivenciar de perto o funcionamento da democracia e o processo de votação, uma iniciativa que visa educar as futuras gerações sobre cidadania.

A publicitária Polyana Carla Alves Ázara e a internacionalista Luísa Malagoli acompanharam o filho do casal até o Centro de Ensino Médio Paulo Freire, em Brasília. Para elas, a participação da criança neste momento histórico para o país é fundamental. “Ele participar disso é muito importante. Penso no futuro em que ele, um dia, poderá pensar ‘eu participei, eu estive neste momento de futuro para mim e para o Brasil’”, afirmou Polyana Carla, ressaltando a importância de políticas públicas que pensem a longo prazo, para além dos mandatos.

Luísa Malagoli complementou, enfatizando que o exercício do voto é um dever cívico e que a participação ativa na política é essencial para a construção de um futuro melhor. “Não adianta ficarmos só reclamando, se não fizermos por onde”, pontuou, lembrando a necessidade de cobrar os governantes e legisladores.

Outra iniciativa de cunho educativo partiu da analista de departamento pessoal Elizabete Queiroz Gomes, que levou suas filhas Emanuelle, de 10 anos, e Luna, de 9, para vivenciarem o processo eleitoral. “É muito importante, desde cedo, a gente já ensinar os nossos filhos sobre a importância de a gente ter o nosso direito de voto e saber como é que funciona todo o processo”, declarou.

Elizabete, que votou pela primeira vez na capital federal após vir de Goiânia, destacou o peso do voto para as mulheres brasileiras, lembrando a conquista do direito ao voto feminino em 1932. “Eu sou uma mulher. E votar tem um peso enorme para nós que somos mulheres brasileiras, já que esta conquista não faz tanto tempo que a gente conseguiu.”

A presença de crianças nas urnas também foi motivada pelo patriotismo. Siomara Chao levou o neto Iyaz, de 4 anos, para a seção eleitoral, mesmo que ele ainda não compreendesse totalmente o significado da votação. “Iyaz já canta o Hino Nacional na escola dele, que também ensina o patriotismo. O que acho superpositivo”, comentou Siomara, que, ao lado do marido, Plínio de La Pena, votou pensando no futuro dos filhos e netos.

Para Nilsemar Ferreira da Silva, que levou o filho Arcanjo Miguel Mota da Silva, de 7 anos, à votação, o objetivo é iniciar a compreensão sobre política desde cedo. “É importante para ele começar a entender a respeito do que que se trata a política”, disse, expressando o desejo por um país mais seguro e com melhor educação.