Destaque Região

Cidades de MS tem teste para detecção precoce do câncer do colo do útero

Por Jornal Regional MS
Compartilhe:

As estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que o Brasil poderá registrar cerca de 19,3 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano entre 2026 e 2028.

O teste molecular DNA-HPV, que permite detectar precocemente infecções associadas ao câncer do colo do útero, já está disponível em três municípios de Mato Grosso do Sul pelo Sistema Único de Saúde (SUS). São eles: Campo Grande, Corumbá e Ponta Porã.

A tecnologia identifica o papilomavírus humano (HPV), antes do surgimento de lesões e, em caso de resultado negativo, permite ampliar para cinco anos o intervalo até a próxima coleta.

O método também reduz a ocorrência de amostras insatisfatórias e contribui para agilizar a liberação dos resultados. A implementação gradual já alcança 26 unidades de saúde do Brasil.

O teste molecular identifica a presença do HPV, incluindo os tipos 16 e 18, associados a maior risco de desenvolvimento da doença, permitindo o acompanhamento adequado e o encaminhamento oportuno das pacientes para investigação e cuidado.

Entre os anos de 2025 e 2026, já foram coletadas 153 mil amostras em todo o Brasil. Desse total, 93 mil foram processadas em 2026, ou seja, já passaram por análise laboratorial. Dessas, 9.904 apresentaram resultado positivo para HPV de alto risco.

O exame preventivo Papanicolau permanece disponível e segue sendo uma ferramenta segura e eficaz de prevenção enquanto a nova tecnologia está sendo incorporada. 

Acesso ao teste
A coleta para o teste molecular é realizada por profissionais de saúde nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Em situações previstas pelo protocolo, também pode ser feita por autocoleta, após instrução de um profissional de saúde, ampliando as possibilidades de acesso das mulheres ao rastreamento. 

De acordo com o Governo Federal, com exceção do Espírito Santo, todas as unidades da federação já receberam os materiais necessários e já iniciaram a realização dos exames em pelo menos um município.

Os kits de coleta são produzidos pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP/Fiocruz). O Ministério da Saúde também avalia outras tecnologias que atendam aos padrões de qualidade exigidos pelo SUS para garantir o avanço da estratégia. 

Cobertura vacinal e estimativas do câncer
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil superou a média mundial de cobertura vacinal contra o HPV entre meninas e meninos de 9 a 14 anos, alcançando 87% de cobertura entre as meninas e 74% entre os meninos, em 2025. 

As estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que o Brasil poderá registrar cerca de 19,3 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano entre 2026 e 2028. Com o diagnóstico oportuno, as chances de cura são de 100%.   

Sintomas
O câncer do colo do útero pode não apresentar sintomas no início, mas alguns sinais merecem atenção e devem ser investigados por um profissional de saúde: 

Sangramento durante ou após a relação sexual; 
Sangramento entre as menstruações; 
Sangramento depois da menopausa; 
Dor durante a relação sexual; 
Corrimento vaginal com sangue ou com mau cheiro. 
Nos casos mais avançados, podem aparecer outros sintomas, como: 

Dor na região da pelve ou na parte baixa das costas; 
Cansaço intenso; 
Problemas nos rins; 
Inchaço e dor nas pernas. 

Fonte: Correiodoestado