Formação semipresencial é voltada para jovens de baixa renda; inscrições vão até 8 de novembro
O Instituto PROA, em parceria com o Senac, está com inscrições abertas até o dia 8 de novembro para o ProProfissão, curso profissionalizante semipresencial e gratuito, voltado para jovens entre 17 e 22 anos que queiram ingressar na área de programação. A formação terá duração de seis meses e carga horária de quatro horas diárias, de segunda a sexta e em alguns sábados. Interessados devem submeter sua candidatura pelo link de inscrição até o dia 8 de novembro. As aulas começam no primeiro semestre de 2027.
Voltado para jovens que estejam cursando ou concluíram o 3º ano do Ensino Médio em escola pública e que morem na Grande São Paulo, o curso foi pensado para alavancar a empregabilidade de seus estudantes, considerando o cenário de alto investimento no setor de tecnologia. De acordo com estudo da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), o Brasil é o 10º país que mais investiu em TI no ano de 2025.
Segundo a CEO do instituto, Alini Dal’Magro, o trabalho que é feito durante e após a conclusão das aulas surte efeitos reais nas oportunidades no mercado de trabalho. “O impacto do ProProfissão é real: 85% dos participantes conquistam um emprego após a formação. Esses números reforçam a importância de investirmos cada vez mais em oportunidades concretas para o jovem que, muitas vezes, encontra-se em situação de vulnerabilidade e sem perspectivas para o futuro”, destaca a CEO.
Caso a candidatura seja aprovada, o jovem terá direito a material didático e uniforme, além de receber Certificado PROA e Certificado Senac na conclusão. O estudante também terá indicação para vagas de emprego em grandes empresas e acompanhamento da sua empregabilidade por três anos. Além da introdução a linguagens como Java e Kotlin, o ProProfissão também possui módulos de inteligência artificial e aborda outras esferas da vida profissional, como comunicação e comportamento.
Impactos reais
Foi por meio de um anúncio no Instagram que Ana Cristina dos Santos conheceu o PROA. Na época, a jovem moradora da Vila Jaguara, na zona oeste de São Paulo, cursava Marketing e começava a questionar os rumos da própria carreira. Embora estivesse prestes a concluir a graduação, sentia o desejo de migrar para a área de Tecnologia, motivada pela afinidade com projetos, o que para ela seria uma ponte entre o que já estudava e o que queria construir dali em diante. Antes do PROA, Ana conciliava a faculdade com a venda de doces como autônoma. A renda, no entanto, era instável: havia semanas de boas vendas, mas também períodos de prejuízo, o que tornava difícil manter os estudos e planejar o futuro.
“Eu achava que não tinha capacidade de acessar oportunidades melhores e que ficaria sempre presa a salários baixos”, relembra. A entrada no PROPROFISSÃO foi uma virada em sua vida. Durante o curso, além dos conhecimentos técnicos, encontrou nas aulas de comunicação ferramentas que fortaleceram sua confiança e postura profissional: “A preparação para entrevistas fez toda a diferença. Eu passei a me sentir mais segura para me posicionar e mais confiante em relação à minha própria capacidade”, afirma.
Depois de acompanhar de perto a trajetória de uma amiga no Instituto PROA, Isaías de Souza começou a acreditar que também podia chegar lá. Recém-formada pelo programa, ela já tinha conquistado uma oportunidade no Banco Itaú, resultado que transformou inspiração em decisão. A partir dessa história, o jovem Isaías passou a ver no PROA uma chance concreta de mudar sua própria trajetória. Naquele momento, ele já cursava Desenvolvimento de Sistemas na Fatec Itaquera, mas enfrentava dificuldades para conseguir uma oportunidade profissional. Com aulas no período da tarde, as opções de trabalho eram limitadas, e a perspectiva de conquistar uma boa vaga parecia distante: “Eu achava que só conseguiria entrar na área depois de terminar a faculdade”. A experiência no PROPROFISSÃO mudou essa percepção. Ao longo do programa, o jovem PROANO desenvolveu tanto habilidades técnicas quanto comportamentais e se sentiu muito mais preparado para o que vinha pela frente:
“Aprendemos desde conteúdo técnico até como nos portar em entrevistas. Isso fez muita diferença para mim”. O momento mais marcante da sua jornada no Instituto PROA foi o Demoday. Foi ali que teve sua primeira experiência como product owner, liderando o desenvolvimento da TAFE, uma plataforma voltada à formação em segurança do trabalho na construção civil. A iniciativa partiu de uma necessidade real vivida por um familiar de uma das integrantes do grupo, o que tornou a ideia ainda mais significativa: “Não foi só uma atividade. Era uma solução para um problema de verdade”, explica o jovem
Clique aqui para se inscrever no ProProfissão: https://conteudo.proa.org.br/
Fonte: Marco Marin | bpmcom
