As eleições de 2026 definiram o novo cenário político brasileiro, com oito partidos concentrando o poder sobre as 27 unidades da federação a partir de 2027. O resultado do segundo turno, realizado neste domingo (25), consolidou essa tendência de polarização partidária no comando dos governos estaduais.
O PL, apesar de não ter conquistado novos governadores no segundo turno, manteve a liderança obtida na primeira etapa da eleição. A legenda comandará seis estados: Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Santa Catarina.
O PSD aparece em seguida, com o comando de cinco estados. A vitória de Omar Aziz no Amazonas, somada às vitórias anteriores no Amapá, Maranhão, Pernambuco e Sergipe, fortalece a presença da sigla no cenário nacional.
O PP garantiu quatro governos estaduais. Além de Mato Grosso do Sul e Paraíba, vencidos no primeiro turno, o partido somou vitórias no Acre e no Distrito Federal no último domingo.
O PT manteve sua força na região Nordeste, reelegendo governadores na Bahia, Ceará e Piauí, e conquistando o Rio Grande do Norte. A sigla repetiu o desempenho de 2022, consolidando sua base eleitoral.
Republicanos e PSDB também expandiram sua influência. O Republicanos elegeu um novo governador no Espírito Santo, somando-se a Minas Gerais, Mato Grosso e São Paulo. Já o PSDB garantiu a governança em Alagoas e Tocantins.
O MDB e o Podemos completam o grupo dos partidos que comandarão os estados. O MDB reelegeu seu governador em Goiás, enquanto o Podemos venceu no Pará, ambos no primeiro turno.
A concentração de poder em poucas legendas levanta discussões sobre a representatividade e a diversidade política no país. A partir de 2027, a administração de 26 estados e do Distrito Federal estará nas mãos de apenas oito partidos políticos.
